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Entrevista RENAISSANCE

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Uma verdadeira lenda do rock progressivo. Não existe outra forma de descrever o que é banda inglesa Renaissance. Destaque na década de 70 ao lado de bandas como Yes, Pink Floyd, Genesis, Camel, Focus, Eloy e Gentle Giant. O grupo escreveu sua história graças a clássicos como Prologue (1972), Ashes Are Burning (1973) e Scheherazade and Other Stories (1975), trabalhos que contam com um nível elevado de influência de música clássica, maior marca do grupo.

Destaque na linha de frente do Renaissance, a vocalista Annie Haslam é também uma das primeiras vocalistas a fazer história no gênero, o que aumenta ainda mais a relevância da banda, que ao longo de sua história passou por dezenas de formações, mas sempre manteve íntegra sua identidade. Além de Annie, única remanescente da formação original, completam a banda o baixista David J. Keyes, os tecladistas Rave Tesar e Jason Hart, o baterista Frank Pagano e o guitarrista Ryche Chlanda.

Prontos para realizar sua nova turnê pelo país, algo que já se desenha como história, Annie Haslam conversou com o Passagem de Som sobre a turnê, o atual momento da banda, seus clássicos e muito mais em uma grande entrevista!

A turnê com o Renaissance pelo Brasil
Annie Haslam: Estive no Brasil em 1997 para realizar meus shows solo (ao lado de David Biglin) e foi incrível. Espero que todos os fãs estejam sabendo que estou indo agora ao país com o Renaissance. Nós estamos muito empolgados em tocar nesse país maravilhoso que é o Brasil!

A produção de Grandine il Vento por crowdfunding em tempos atuais
Annie Haslam: Grandine il Vento é o mais recente álbum de estúdio do Renaissance, mas não será o último. Michael Dunford (que infelizmente faleceu em 2012) ficamos muito orgulhosos de como esse álbum foi lançado. Nós escrevemos juntos as todas as letras e tínhamos plena consciência de que tínhamos que escrever canções com muita influência de música clássica, assim como sempre foram nossas raízes. Fãs de muitas partes do mundo foram muito receptivos ao álbum, dando a nós comentários incríveis sobre o disco e nossas performances ao vivo.

A tecnologia no Renaissance
Annie Haslam: Com o avanço tecnológico de instrumentos musicais nós passamos a produzir como uma orquestra tendo apenas cinco músicos na banda. Eu toco apenas um tamborim e maracas ao vivo! Nós temos dois tecladistas (Rave Tesar e Tom Brislin), baixo e guitarra com Leo Traversa, o guitarrista Mark Lambert e Frank Pagano na bateria e percussão em geral.

As mudanças no line up e a identidade da banda
Annie Haslam: O Renaissance sempre foi uma banda única desde sua fundaçãoo, em 1969. Por isso nunca perdeu sua identidade com a mudanças de integrantes. A banda agora é ainda mais poderosa com excelente músicos que também são ótimos cantores, além do fato de que quando estamos juntos no palco nos divertimos muito tocando a nossa música!
 
A nova geração do rock progressivo e a música pop
Annie Haslam: Existem muitas bandas de rock progressivo atualmente, mas muitas que imitam outras e não tem nenhuma identidade. Existe também, é claro, algumas bandas que conseguiram construir algo único, mas que infelizmente não tocam nos rádios como antigamente, por isso nunca terão esse contato com as massas. a sorte desses artistas é que hoje temos mídias sociais e canais como o Youtube, que servem de plataforma para que possam chamar a atenção do público.

A longevidade de álbuns como Scheherazade and Other Stories, Prologue e Ashes Are Burning
Annie Haslam: Confesso que não me sinto surpresa pela longevidade desses álbuns porque sempre acreditei na nossa música como algo atemporal. Também concordo que os anos 70 foram a era definitiva do rock progressivo. É minha década favorita, tudo era excitante e divertido, usávamos roupas loucas e foi nessa época que o espírito do gênero floresceu de forma definitiva.

A voz de feminina no rock progressivo e a preservação da voz
Annie Haslam: Fico feliz de receber elogios sobre minha voz até hoje! A presença voz feminina no rock progressivo teve certamente um longo caminho desde meus primeiros dias no Renaissance, quando vocalistas mulheres eram algo distante da realidade. De fato quando comecei na banda, em 1971 , eu apenas catava uma única faixa, em todas as outras canções eu era apenas a backing vocal.

Existem muitas ótimas vocalistas atualmente, que tem um enorme talento! Mas se cada uma delas não se atentar corretamente para a forma que canta, pode simplesmente acabar caindo na armadilha de parecer muitas outras e perder sua voz cedo ou tarde por não usar sua respiração corretamente. Eu tive uma formação de cantora de ópera com todo um aprendizado específico para usar de forma correta meu diafragma. Não fiz isso para proteger minha voz durante as inúmeras turnês que fazíamos, e ainda fazemos, mas também para descobrir o real potencial de minha voz.

Veja só... quando eu comecei a cantar eu cantava parecido com uma das minhas maiores influências, a inspiradora Joan Baez, e por vezes achei que parecia demais com ela... Isso não era naquela época e não é uma coisa boa até hoje. Para ser bem-sucedido nesse negocio você pode ter um olhar maravilhoso e ter grandes canções, mas se você apenas soar como outro cantor que tenha crescido admirando, as chances de você não ter sucesso são imensas. Meu conselho a qualquer artista é “encontre a sua própria voz”. Para isso vá atrás de alguém que domine essa técnica, um professor de ópera, se possível. Depois de aprender esse tipo de disciplina você vai encontrar o seu próprio estilo e ele vai ser único!

Tenho uma preocupação muito grande com minha voz, não fumo e tenho cuidado com a quantidade de vinho que bebo, especialmente porque o vinho é ácido e ele – assim como algumas comidas – não são bons para as cordas vocais. Descansar bastante para uma ótima performance é essencial e exercícios antes de cada show são ótimos para que a voz não seja forçada repentinamente no palco.

Futuro
Annie Haslam: Nesse verão vou me concentrar muito na nossa arte e se preparar para a nossa turnê de 48º aniversário pelos Estados Unidos. Dois desses shows serão realizados ao lado de uma orquestra e registrado para um novo DVD, que será lançado no início de 2018.

A música passa por aqui.

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