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Entrevista OXIGÊNIO FESTIVAL (Rafael Piu)

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No próximo fim de semana, durante três dias, a cidade de São Paulo vai conferir a sexta edição daquele que se tornou um dos principais festivais realizados no país, o Oxigênio Festival, que acontece durante os dias 13, 14 e 15 de setembro no Via Matarazzo, zona oeste de São Paulo. Com um line recheado de nomes emergentes da cena alternativa e pilares do punk e do hardcore, o evento esse abriu seu leque de opções e expandiu ainda mais seu horizonte musical, apostando em outras vertentes como o folk, pop punk, rock n' rol e reggae.

 

O Oxigênio Festival já foi palco para mais de 100 bandas ao longo de quatro edições, cujo público total beira 20 mil pessoas – na edição 2018 o público geral ultrapassou os 15 mil. O evento, que a cada ano se solidifica no mercado musical nacional, contabiliza um engajamento online de um público de aproximadamente 2 milhões por edição.

O line up por dia do evento, em 2019, terá:

13.09 - CPM22, Dead Fish, Sugar Kane, Bayside Kings, Teco Martins ॐSala Espacial, O Inimigo, Codinome Winchester, Cefa, Karaoke Band, Banda de Abertura.
14.09 - Braza, Supercombo, Big Up, Pense, Ratos de Porão, Terra Celta, Gloria, Rivets, O Bardo e o Banjo, Zumbis do Espaço, Rumbora, Nervosa, Molho Negro, The Mönic, Karaoke Band, Banda de Abertura.
15.09 - Francisco el Hombre, Far From Alaska, Strike, Esteban, Dibob, Granada, Autoramas, Cólera, Darvin, Violet Soda, Armada, Charlotte Matou um Cara, Wiseman, Karaoke Band, Banda de Abertura.

Ansioso para mais uma edição, Rafael Piu, organizador do festival, não esconde a empolgação. Você confere agora uma entrevista bem bacana com um dos nomes responsáveis por fazer com que o Oxigênio tenha se consolidado no calendário nacional como um dos eventos mais importantes e que mais valorizam nomes emergentes da cena alternativa. Que venha a edição 2019!

 

A edição 2019 do Oxigênio Festival
Rafael Piu: A gente trabalha sempre pensando nisso, na responsabilidade com o público, com as bandas, com quem espera tanto pra ter esse momento no ano. 

Agora, já estamos indo pra 6a edição, sendo a 5a seguida, ou seja, todo ano já dá pra contar com nosso festival na agenda. É gratificante demais, as vezes a gente começa a esquecer a importância do festival, mas aí a gente lê e ouve coisas boas que nos fazem manter o foco total em entregar um produto de qualidade.

Existem muitas boas bandas pra se montar um line up, mas como trabalhamos com mais de 30 bandas por edição, chega um momento que dá um nó, a gente fica meio sem saber o que repetir, o que colocar de novidade... mas é assim mesmo, esse é o desafio e acaba sendo até divertido montar o "line up dos sonhos" todos os anos, sem perder a nossa essência e agora sem limitar demais os estilos. 

O espaço para bandas emergentes e a evolução das bandas
Rafael Piu: Sempre tentamos estar atentos para o que acontece ao nosso redor, é claro que nunca conseguimos dar total atenção aos outros festivais e casas de shows, mas estamos sempre buscando o crescimento das bandas que se destacam no circuito. O Pense, por exemplo, tentamos fazer desde 2015, mas só em 2017 entraram no line up e a banda vem crescendo desde lá. Sabemos que têm recebido convites de outros grandes festivais e isso com certeza nos deixa muito felizes e somos gratos por poder ajudar nisso, mas somos cientes de que todas essas bandas são as principais responsáveis pelo crescimento do nosso festival, sem eles não seria a mesma coisa, né? 

A responsabilidade e o legado do festival
Rafael Piu: Todo evento é importante para se criar uma cena musical. Desde shows de garagem até um festival como o Rock in Rio. É muito louco saber que bandas se formam ali dentro, com a galera vendo outro show e pensando: "vamos montar uma banda?" ou até mesmo uma banda que consegue entrar no line up e fica cada vez maior, fazendo bons shows e tal... Porém, não temos essa percepção de que uma evolução ou renovação passe por nós, somos apenas um dos braços que as bandas e público podem usar para aumentar o interesse por música, seja profissionalmente ou não. 

Oxigênio Festival em tempos de conservadorismo
Rafael Piu: A gente conversa sobre isso. Engajamento, postura, atitude, deixamos para as bandas fazerem e falarem o que bem entendem, isso é arte. Inclusive quando discordamos, claro. Porém, o festival não adota nenhuma postura política. Eu tenho a minha, meu sócio a dele e imagine que o evento tem mais de 9 mil pessoas envolvidas, publico, banda, equipe, com pensamentos que não temos nenhum interesse em que sejam iguais. O importante é o respeito, a igualdade e é essa nossa postura. 

A tentação de uma atração internacional e a “rivalidade” no calendário
Rafael Piu: Arte nunca é demais. Costumo dizer que há público pra todo mundo e quanto mais música tivermos em nosso país, maior o interesse para as próximas gerações. É claro que numa crise financeira que vivemos no país, um show ou outro perde um pouco de público, mas que nunca falte música e acesso à cultura, isso é o mais importante nesse momento. 

A viabilidade financeira do Oxigênio Festival
Rafael Piu: Eu ainda considero o ingresso com preço alto. Gostaria muito de conseguir baixar isso pela metade, mas sim, fechar a conta é sempre um desafio também. 

Momentos especiais e sonhos futuros
Rafael Piu: Pessoalmente, nunca vou me esquecer de alguns shows. Pra citar um de cada ano, Houdini (edição 2006), Zander (edição 2015), Chuva Negra (edição 2016), Cueio Limão (2017) e CPM22 (2018), o cpm22 foi uma das primeiras bandas que fui assistir shows no Hangar110 e poder fazer eles encerrando meu próprio festival, foi uma realização. Fora esses, Pense e Bayside Kings foram surreais e estão na minha memória pra sempre.

De bandas em atividade tem muitas, prefiro não dar spoilers, mas meu sonho era conseguir fazer um revival de Holly Tree, Street Bulldogs, Houdini, Forfun e Rancore. Todas essas a gente sempre tenta, quem sabe um dia, né? 

A relação de um evento 100% brasileiro com a grande mídia
Rafael Piu: A gente esse ano investiu em rádio, a 89fm é nossa parceira e considero uma grande mídia. É claro que pro Rock é mais difícil alcançar um grande público, então acho que a nossa parte é chamar a atenção deles e mostrar que tem muita música boa rolando. Ter os patrocinadores é algo que ajuda muito, pois dá credibilidade ao evento e a mídia também preza por isso. 

Oxigênio Festival daqui para a frente
Rafael Piu: Projetamos algum crescimento para o festival, ainda estamos longe da nossa meta, mas acreditamos muito nesse projeto. Podem esperar sempre muita dedicação, pois nossa satisfação é poder olhar nos olhos de quem vai ao show e ver o quanto aquilo significa pra ele. Vida longa ao Oxigênio Festival!

A música passa por aqui.

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