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Entrevista PHILL VERAS

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Phill Veras é figura importante no cenário musical maranhense. Artista que construiu seu público através da internet, quando lançou o primeiro EP Valsa e Vapor, Phill lançou seu primeiro álbum de estúdio em 2013 e de lá para cá não parou mais de crescer.

Com ótimas composições e uma sonoridade autêntica, ganhou rapidamente o reconhecimento de vários jornalistas, que o colocaram na lista de melhores discos independentes do ano. Em 2014, além do CD Carpete, Phill gravou também o primeiro DVD, homônimo, ao vivo, no Teatro Arthur Azevedo, em São Luiz. Já Carpete, celebrado como foi, ganhou formato físico em 2015 e para a alegria dos fãs terá uma turnê especial de divulgação produzida por Marcus Preto.

O Passagem de Som conversou com Phill Veras sobre o lançamento físico do álbum Carpete e o atual momento de sua carreira.

Maranhense lançou o ótimo álbum Carpete digitalmente em 2014, que ganhou formato físico em 2015 - Créditos: DivulgaçãoOs caminhos até o lançamento de Carpete
Phill Veras:
O processo criativo do Carpete foi o mais curto e experimental de toda a minha obra lançada até agora, gravamos tudo em uma semana na casa do Sandoval (baterista). A vontade de experimentar instrumentalmente em grupo sob a direção de Adnon Soares, um dos caras que mais me influenciaram musicalmente, me levou ao Carpete

O processo de divulgação de material digital e físico em tempos de internet
Phill Veras:
O formato digital me dá acesso a resposta imediata do público, ainda mais quando as músicas são disponibilizadas gratuitamente. Acredito que tal acesso é uma das coisas mais incríveis que a internet pode proporcionar ao artista. Nunca tinha trabalhado de uma forma bem elaborada a divulgação de um disco no formato físico, embora sempre tenho vendido pela página do Facebook e do site oficial. A resposta é extremamente gratificante. Vale lembrar a cobrança do público pelo material físico, o mp3 agora é pouco e os "biscoitos" estão voltando com tudo

A ascensão da música fora do eixo Rio-SP
Phill Veras:
O negócio de Rio-SP é a grana, as vitrines são sempre mais exuberantes. Devo muito à internet, assim como vários artistas brasileiros do underground. Ainda me impressiona o alcance das músicas pela forma como foram divulgadas desde o começo.

A questão estrutural para shows no Brasil e a turnê de Carpete
Phill Veras:
Um dos fatores que tem ajudado bastante a articular shows com meu trabalho é a abertura de espaço de diversas casas de shows para a música independente, ainda que, mesmo o Brasil sendo um território extremamente grande e a logística às vezes sendo um pouco complicada de levar o show em formato completo, há sempre espaços com uma estrutura digna para realização das apresentações, desde pocket shows em livrarias, teatros como casas de show e festivais de música. Em relação a turnê do Carpete estamos fechando as possibilidades, paralelamente tenho experimentado algumas apresentações em formato voz e violão, trata-se de uma tentativa de facilitar e aumentar a realização de shows para posteriormente voltar aos locais com show em formato completo.

O espaço para os novos artistas
Phill Veras:
Depende de status. Lugar pra tocar tem de montão, decepcionante é o descaso de alguns donos de casas de show com a música autoral. O triste caso do incrível artista underground que fica com as sobras da semana. O problema das casas que dão valor pra cena local se der retorno financeiro imediato. São poucos os espaços que abrem como oportunidade e tratamento real para os artistas locais que mantém o cenário cultural de suas cidades ativos.

Calendário e divulgação
Phill Veras:
Dependendo da rede de contatos e formatos para circulação de shows, o que acaba garantindo um espaço satisfatório para tour é um bom planejamento com antecedência, mesmo com uma diversidade de opções, acredito que um bom trabalho possa fazer uma diferença. A logística pra mim é meio difícil com toda a banda morando no Maranhão. O preço da passagem aérea de lá para qualquer outro lugar do Brasil é um absurdo.

A identidade musical
Phill Veras:
Costumo falar que se não fosse o Nirvana eu nunca teria me tornado músico e compositor. Aprendi a tocar violão tirando de ouvido os riffs do Kurt Cobain. Caetano, Cazuza, Marisa Monte e Thom Yorke são alguns dos meus grandes professores de música.

Futuro
Phill Veras:
Quero tocar em cidades que nunca toquei antes, estou alinhando algumas coisas para conseguir realizar isso. Belo Horizonte, Salvador e Belém são cidades onde tenho público e a cobrança por shows é bastante forte. Tenho essa obrigação e vai acontecer.

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