All for Joomla All for Webmasters

E Entrevistas

Previous Next

Entrevista GAL COSTA

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Ela não é grande, ela é Estratosférica! Tentar definir a trajetória e talento de Gal Costa, um dos maiores nomes da história da música brasileira, sempre acarretará o uso da mais variada gama de adjetivos para uma artista que não cansa de surpreender.

Seu novo álbum, Estratosférica, embora marque os 50 anos de carreira da maior cantora do Brasil, se embrenha por caminhos muito mais arriscados. Foge da saudade de tudo de tão sólido que já foi construído por Gal nestas cinco décadas e, em vez de cair em segura repetição retrospectiva, busca só “o que há por fazer”. São 15 canções inéditas e a maior parte dos autores envolvidos nelas – de Marisa Monte a Marcelo Camelo – nunca haviam passado pela voz de Gal.

Em um registro histórico, o Passagem de Som conversou com Gal Costa sobre o desafios que envolveram seu novo álbum, Estratosférica, trabalho que certamente figura entre os mais ousados de sua carreira e que apresenta uma artista que passa longe do comodismo.

Com "Estratosférica", Gal Costa consolida a renovação de seu público com ousado repertório - Créditos: PefexxO repertório de Estratosférica
Gal Costa:
Várias músicas acabaram ficando de fora. O Marcus Preto foi o responsável pela caça ao repertório do disco. Ele foi pedindo músicas aos compositores que conhecia e que gostava. Eles foram mandando, nós fomos ouvindo e escolhendo até chegar nesse repertório. Recebemos mais de 150 músicas.

O desafio na hora de gravar canções de novos artistas
Gal Costa:
Eu queria cantar um repertório novo, queria misturar artistas de uma geração abaixo da minha e artistas que eu já havia gravado, como o Tom Zé. Eu queria que esse disco tivesse uma pegada eletrônica, com arranjos mais rasgados, que causasse estranheza. Essa unidade veio graças ao trabalho do Kassin e do Moreno, disse prá eles que queria um disco jovial com uma linguagem musical que causasse estranheza mesmo.

O primeiro álbum de estúdio após o registro de Recanto Ao Vivo
Gal Costa:
Não encaro como um reinício. Encaro como mais um salto, mais uma ruptura na minha carreira. Gravei aquilo que me bateu, que eu gostei. A minha motivação é ousar, mudar, criar novos caminhos, dar saltos dentro da minha carreira. Fiz isso com Recanto e o Caetano já havia me dito que tenho essa tendência a cada novo trabalho. E o Marcus, convivendo comigo, percebeu isso em mim também.

Os formatos de lançamento digital de um novo álbum
Gal Costa:
Participo sempre de tudo. Eu gosto de baixar músicas no meu celular, no meu iPad e ouvir com fones de ouvido. Tenho ouvido muita coisa nesse formato. Então achei legal a ideia dessas outras maneiras de lançamento.

Público antigo x renovação
Gal Costa:
Com Recanto eu já tinha trazido um público mais jovem mesmo para os meus shows e para ouvir minhas músicas. Esse público também é exigente – e sempre foi. Fico feliz demais em tê-los por perto.

A possibilidade de relançamentos de álbuns clássicos

Gal Costa:
Não penso nisso agora. O show Espelho D’água, que eu pretendo continuar paralelamente ao Estratosférica é um pouco isso. Para escolher o repertório dele, o Marcus Preto trouxe todos os meus discos e fomos assinalando o que queriamos colocar no show. É ótimo, mas não penso em fazer nada revisitando meus discos, meus trabalhos antigos. Eu gosto do novo.

Momento especial
Gal Costa:
Cada lançamento de um novo trabalho ou de uma nova turnê é importante e muito especial prá mim.

Grandes festivais no Brasil
Gal Costa:
Fico feliz que o Brasil tem espaço e abertura para grandes festivais para grandes artistas se apresentarem no Brasil.

Futuro
Gal Costa:
A prioridade agora é a turnê Estratosférica. Passando a fase de lançamento do disco, eu e o Marcus Preto vamos sentar, pensar no repertório e no formato do show. A turnê Recanto durou quase 4 anos, quero tentar o mesmo com esse disco.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais