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E Entrevistas

Entrevista SHADOWSIDE

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Liderado pela bela vocalista Dani Nolden, o Shadowside alcançou, com o lançamento de Inner Monster Out, seu quarto álbum, o primeiro escalão do heavy metal nacional. Mas para o power metal do grupo isso não é foi suficiente, com resultados surpreendentes no exterior, o Shadowside vem alçando voos ainda maiores e se tornou referência no gênero em escala mundial, consequência de um duro trabalho e dedicação ao longo de mais de uma década.

Formado por Dani Nolden (vocal), Raphael Mattos (guitarra), Ricardo Piccoli (baixo) e Fábio Buitvidas (bateria), o banda de Santos/SP segue firme em sua divulgação pelo exterior e conquistando um espaço cada vez maior.

O Passagem de Som realizou uma grande entrevista com a vocalista Dani Nolden, que, como poucos, "coloca os pingos nos 'is'" da história da banda, comenta sobre suas influências, experiências e o atual momento do heavy metal no país após o fracasso do Metal Open Air, além de muito mais. Uma daquelas entrevistas onde cada resposta elucida um enigma em torno do árduo caminho em se ter uma banda de heavy metal... e como agir quando se alcança parte de um objetivo. Confira!

Uma das mais elogiadas bandas da atualidade, o Shadowise conquistou seu lugar no primeiro escalão do heavy metal - Créditos: Divulgação

Entrevista Dani Nolden (SHADOWSIDE)

O underground e a ascensão do Shadowside
Dani Nolden:
Quando as coisas acontecem de forma rápida ou fácil demais, penso que é fácil perder contato com a realidade e então coisas como ego ou dinheiro acabam atrapalhando o que costumava ser um grupo em harmonia. Observo que bandas que alcançaram o sucesso de forma repentina parece não valorizarem as coisas que conquistaram da mesma forma que uma banda que precisou passar pelo underground antes das coisas acontecerem, além de sofrerem muito mais pressão e tornar qualquer resultado, menor do que o atingido anteriormente, ser considerado um fracasso, tanto pela banda quanto pelos que trabalham em volta dela, como gravadoras e empresários. Mesmo que esse “fracasso” signifique muito mais que qualquer banda underground sonha em alcançar. Um bom exemplo de tudo isso é como muitas bandas que vendem milhões no primeiro álbum levam anos para lançar o segundo e raramente o resultado é o mesmo... às vezes nem mesmo passam do primeiro trabalho. O sonho de todo mundo que está começando é o sucesso da noite para o dia, porém, eu sinceramente acho que a conquista mais lenta tem um sabor especial. Passar pelo underground te permite chegar ao topo sendo quem você é, pois você já provou seu valor e está na confortável posição de não necessariamente precisar de uma grande gravadora. Hoje temos uma identidade bem definida e bem forte, algo que dificilmente uma gravadora teria interesse em modificar. E eu devo isso ao underground e aos fãs que nos acompanharam durante a nossa escalada.

Momentos especiais
Dani Nolden:
Eu poderia destacar alguns, mas acho que esses “alguns” seriam muitos (risos). Temos relativamente pouco tempo de carreira, mas muitos momentos especiais... o show com o Nightwish foi especial por ter sido o primeiro momento em que tocamos para um grande público, mas sem dúvida tocar com o Iron Maiden foi um dos melhores momentos da minha carreira e tenho certeza que da dos rapazes da banda também. Ser a banda de abertura é sempre uma responsabilidade enorme, pois o público pagou para ver a banda principal, obviamente. A abertura é apenas um bônus. Porém, quando falamos de Iron Maiden estamos falando de uma das maiores bandas do mundo, se não a maior, e quem está abrindo significa meia hora a mais de espera pra quem já esperou meses pelo show e horas na fila. Portanto, a banda de abertura tem que ser realmente excelente e interessar o público, do contrário ela é apenas um incômodo (risos). É uma situação que deixa qualquer um nervoso, porém, ao percebermos que estávamos sendo muito bem recebidos pelo público, pelas 18.000 pessoas no local, relaxamos imediatamente e curtimos tanto ou mais que eles. Fizemos shows ao redor do mundo e tivemos muitos momentos incríveis como a apresentação na Lituânia, porém esse show “em casa” será um dos melhores da nossa carreira por um bom tempo.

O legado do Nightwish
Dani Nolden:
Não me surpreende, porque apesar do público para o tipo de som que o Nightwish faz ser muito grande, também existe um número enorme de fãs de Metal que não gostam nem um pouco de vocais femininos nessa linha mais operística ou angelical, mas também existe outro número considerável que gosta dos dois. E eu sou tão desprovida de ego que raramente atribuo a mim o motivo da recepção do público (risos). Eu sempre atribuo à banda e à intensidade com que todos nós subimos no palco... sinceramente acredito que uma voz sozinha não é capaz de carregar uma banda nas costas, então por mais que o público se surpreenda ao ver uma mulher cantando, basicamente, como um homem, a recepção incrível que sempre observamos é porque, no final das contas, as pessoas gostam da banda como um todo. O que já me surpreendeu muito foi o número de pessoas duvidando que era uma mulher cantando (risos). Eu nunca parei para pensar sobre isso, minha voz sempre foi assim, então nunca pensei que isso era algo diferente... para mim sempre foi apenas natural e como eu passei minha vida inteira escutando minha voz, sempre soou como uma voz bem feminina para mim. Mas hoje já estou acostumada e acho um barato quando vejo pessoas discutindo na internet porque alguém está “viajando” falando que Shadowside tem vocal feminino (risos). Sobre o Nightwish, eu não conheço tanto assim da carreira deles, conheço as músicas mais populares e tenho o álbum Once, mas sendo uma das principais bandas do estilo, é inevitável que muitas meninas se espelhem neles. Quando eles começaram a fazer um grande sucesso, todo mundo queria ser o Nightwish e dezenas de bandas clone apareceram. Acho que é legal que as mulheres queiram se envolver com bandas e cantar Metal, mas acredito que todo mundo ficou cheio de tantas bandas iguais, especialmente naquela época de 2001/2002. Isso acaba deixando a cena meio cansativa e foi difícil tirar o estigma de “vocal feminino = gothic metal”, que ficou na cabeça das pessoas por tanto tempo.

A produção de Inner Monster Out é o atual momento da banda
Dani Nolden:
Produzir hoje está um pouco mais fácil sim... ao menos está um processo mais calmo, relaxado. Hoje nós conhecemos certas formas de trabalhar, não apenas durante a gravação, mas principalmente durante a composição. Um exemplo é como ficamos totalmente imersos na gravação do Inner Monster Out. Nós vivemos e respiramos esse álbum durante três semanas sem qualquer pausa, pois estávamos literalmente morando dentro do estúdio, com tudo disponível para nós durante 24 horas por dia, sete dias por semana. Depois dessa experiência, eu não pretendo gravar outro álbum de outra maneira, faria apenas gravações curtas da maneira “convencional”, ou seja, marcando algumas horas de estúdio todos os dias, indo e voltando pra casa... eu percebi como isso me tomava tempo que poderia ter sido dedicado à música e nada mais. Eu estava acostumada a gravar em um estúdio em São Paulo, sendo que eu moro em Santos, então era comum passar de 1h30 a 2h para ir até lá e mais o mesmo tempo para voltar, o que me deixava cansada, estressada e eu nem ao menos percebia. Só consegui alcançar como isso prejudicava meu trabalho durante as gravações do Inner Monster Out, onde eu cantava como se estivesse cantando no meu quarto, nem de sapato eu precisava (risos). O rendimento foi muito maior, sem cansaço físico ou mental, a voz respondia de maneira muito melhor. Mas essas são coisas que você só percebe com o tempo mesmo. Nossa forma de compor está mais tranquila também. Não nos pressionamos mais. Temos nossa personalidade, sabemos onde queremos chegar então hoje nos preocupamos apenas em agradar a nós mesmos, porque temos consciência de que o sucesso é uma conseqüência natural de uma banda que tem prazer em tocar as músicas que gravou. Nós trabalhamos em tudo juntos, todos nós fizemos melodias, riffs de guitarra e estruturas, então não ficou cansativo para qualquer um de nós. O tempo e a estrada nos ensinaram a nos divertirmos mais e nos preocuparmos menos, e isso tudo afeta o resultado de um álbum.

Divulgação
Dani Nolden:
A divulgação hoje, sem dúvida, está mais fácil para todo mundo. Apesar da internet e compartilhamento de arquivos ter tornado praticamente impossível para uma banda encontrar uma gravadora que queira investir em algo incerto, todas essas novas ferramentas de divulgação de uma banda também abriram caminhos diferentes. Há 20 anos atrás, o único caminho possível era gravar uma demo, enviar para as gravadoras e torcer para ser sorteado, basicamente. Hoje o controle está nas mãos das bandas. Claro que essa ainda é uma opção para as bandas, porém não é mais a única. É possível construir uma carreira de forma completamente independente e de forma barata. Sinceramente não acredito que a internet tenha atrapalhado a divulgação das bandas... as coisas parecem mais difíceis hoje apenas porque o número de bandas é muito maior graças à tecnologia, que permite que qualquer um grave uma demo em casa, mas agora acho que o talento conta muito mais do que mero poder de fogo de uma gravadora. Os fãs estão a um clique de distância e boa música se espalha rapidamente. Eu acredito muito na divulgação de música nas redes sociais. Tínhamos uma presença forte no MySpace e hoje estamos fazendo a mesma coisa no Facebook, onde já temos mais de 20.000 “likes”. Internet é fundamental para qualquer artista.

Identidade Visual
Dani Nolden
: Acho importante manter o visual coerente com a música que você faz, pois nem sempre a primeira impressão que o público tem de você é com a música. Se preocupar com seu visual não tem nada a ver com ser poser, apenas de realmente viver o que você faz e gosta. Não podemos ser uma banda de Metal usando camiseta amarela e bermuda florida. Poderíamos fazer o melhor som do mundo, mas que fã de Metal sinceramente ficaria curioso para ouvir uma banda que está vestida como surfistas se nenhum dos amigos dele conhecesse a banda, por exemplo? As pessoas precisam olhar para nós e saber imediatamente que somos uma banda de Metal com atitude e agressividade, porém, não uma banda de som extremo. No nosso caso, isso é especialmente importante pelo que já conversamos agora a pouco... se quisermos evitar que as pessoas que ainda não nos conhecem pensem que somos um clone de Nightwish ou Arch Enemy, temos que deixar isso claro de todas as formas possíveis. E a preocupação com a qualidade do material, além da música, na minha opinião, demonstra cuidado com a própria música também, além de respeito com os fãs. O fã que compra o álbum merece algo especial, um encarte bonito com fotos legais e arte interessante para olhar enquanto está escutando o som que curte.

Influências
Dani Nolden:
É praticamente impossível destacar nomes que influenciam o Shadowside... nós gostamos de tantas coisas, dentro e fora do Metal, e raramente conseguimos fazer com que os quatro da banda concordem com uma banda favorita (risos). Temos gostos muito distintos entre nós, então não nos preocupamos muito com influências para o Shadowside, temos nossas preferências que provavelmente influenciam nosso método de compor, mas como permitimos que os próprios membros da banda sejam boa parte da nossa inspiração musical, fica impossível dizer quais são as inspirações da banda. Seria como dizer que temos influência de Tears for Fears, Slayer, Pantera e Rammstein (risos). Não tenho influência musical direta de alguma banda brasileira, mas é claro que o Sepultura é uma referência e um exemplo pra qualquer fã e músico de Metal no Brasil.

O público hoje
Dani Nolden:
Eu era uma criança na década de 90, meus pais só permitiram que eu começasse a ir a shows em 98... então qualquer coisa antes disso, eu sei por ler e ouvir as histórias de músicos mais velhos que eu, principalmente do nosso baterista Fabio, que tocava com o Acid Storm, em 94. Eu conheci de verdade o público de metal em 2001, 2002, quando comecei a freqüentar vários shows, e fazer shows também. Eu não sei se era diferente antes disso, mas penso que o gênero ainda é tratado como underground, mesmo em grandes eventos. E que todos nós, fãs de metal, temos um pouco de agressividade, especialmente contra aqueles que insistem em tratar o estilo como algo para moleques rebeldes sem causa, que dizem que “quando cresce, passa” e que te perguntam por quê você ouve “rock pauleira”. É o típico preconceito de quem não conhece Heavy Metal. Ainda vejo os fãs brigarem pelas bandas ou subgêneros favoritos como torcidas organizadas às vezes, discutirem uns com os outros porque um escuta som há mais tempo que o outro, mas acho que isso é inevitável. O fã de Metal é apaixonado pela música que escuta.

Participações em Inner Monster Out e a cena de Gotemburgo
Dani Nolden
: Eu acredito que muitas bandas, especialmente as mais novas, são bastante influenciadas pela cena de Gotemburgo. É a mesma coisa que a cena de Santos, por exemplo, com a diferença que todas as bandas são grandes ou ao menos de porte médio. Eles tem muito mais oportunidades lá do que a grande maioria das bandas brasileiras e esse é o motivo de lugares como lá e a Alemanha terem muito mais bandas internacionalmente reconhecidas do que nós, sem qualquer dúvida. Eles começam a aprender música mais cedo, na Finlândia isso faz parte do currículo escolar. Música é uma profissão reconhecida por lá e heavy metal não é visto da forma como é visto aqui, especialmente na Escandinávia. Lá, rock e metal tocam nas principais rádios, é como música pop. Só isso já incentiva a vontade de formar uma banda, com o adicional de que eles tem um país estruturado, com boa educação e com pouca desigualdade social. Quando fui para a Suécia pela primeira vez, observaram que meus amigos e eu falávamos em outra língua, aí quiseram saber de onde éramos e conversamos um pouco sobre a diferença entre os países. Diziam que a diferença de salário entre um médico e um enfermeiro era muito pequena, então lá estudar, fazer uma faculdade, era apenas uma questão de opção de carreira, pois você pode muito bem se sustentar com um emprego mais humilde. Portanto, quem quer ser músico e tem talento, tem a chance de desenvolver as habilidades, de construir uma banda. Não vou dizer que é fácil, que basta formar uma banda e virar rockstar, mas é infinitamente mais fácil que pra qualquer banda brasileira. Aqui o adolescente talentoso raramente tem tempo para descobrir se poderia seguir a carreira ou não, pois ele tem que continuar os estudos, trabalhar, e se o salário não for suficiente, o governo brasileiro não vai ajudar a pagar o aluguel, não vai cuidar da mãe e do pai doente. E isso faz com que muitas bandas excelentes do Brasil não tenham sequer a chance de tocar fora da cidade, enquanto que as bandas escandinavas, finlandesas e alemãs tem apenas as dificuldades naturais da música a frente delas. Quando tocamos em Helsinque, um fã pagou uma rodada de bebidas para a banda... gastou aproximadamente 600 euros apenas naquela noite. Quando demonstramos preocupação, especialmente porque ele disse que aquele era o dinheiro das contas que ele tinha para pagar, ele riu e disse que precisava apenas mostrar um extrato da conta bancária vazia que o governo cuidaria de tudo para ele. Tudo isso favorece o desenvolvimento das bandas... o futuro delas será sempre ditado pelos fãs, porém elas tem tudo nas mãos para levar suas capacidades ao extremo.

Mulheres na liderança e o preconceito
Dani Nolden:
Acho exagero tudo isso sim... na verdade, eu sou completamente oposta a ideia de que ainda possa existir preconceito contra mulheres na música. Não mais. Não sei como era nos anos 80 e 90, mas desde que eu comecei a cantar, nunca vi qualquer coisa parecida com preconceito. Interpreto qualquer piada machista como nada mais que uma piada, especialmente porque nunca vi um fã deixar de curtir um show ou um CD porque uma mulher estava cantando ou tocando. Se ele gosta do som, nada mais importa. Leio poucos comentários na internet de pessoas, homens e mulheres, que dizem que não gostam de vocal feminino em Metal, porém são pessoas que conhecem apenas o que é mais comum pra uma voz feminina no estilo, que é uma voz angelical, operística. No momento em que escutam um timbre que os agrada, eles dizem “eu não costumo gostar de vocal feminino, mas adorei o que ouvi”. Então não vejo como preconceito e sim como gosto musical. Sinceramente duvido que exista algum estilo musical que seja fechado para mulheres. Só vou acreditar que existe quando me mostrarem uma pessoa que saia do show de uma banda só por ela ter uma mulher na formação ou que se recuse a ser fã mesmo que o som agrade.

As novas motivações após as conquistas
Dani Nolden:
As coisas não mudam, ao menos não para mim... mas eu não duvido que mude para muitos artistas. Sempre me perguntaram, e eu também perguntei a mim mesma, quando eu me consideraria satisfeita, quando eu sentiria que meu sonho se tornou realidade. Eu nunca fui capaz de responder a essa pergunta... nunca consegui decidir em que ponto da minha carreira eu consideraria que “cheguei lá”. Acho que não existe esse momento, especialmente porque eu saio de um show igualmente feliz se 100 ou 10.000 pessoas estavam presentes, desde que elas tenham curtido. Minhas motivações são puramente artísticas... eu apenas quero dar vida ao que criei, quero me expressar nas minhas músicas e ajudar meus amigos de banda com a minha voz, a se expressarem também. Depois, quero sentir a energia do público, descobrir de que forma meu trabalho se encaixa na vida deles. É extremamente interessante ouvir as histórias que eles tem pra contar sobre como se identificam com uma das letras ou sobre como as músicas os ajudam a passar por um dia ruim.

Planos
Dani Nolden:
Tocar, tocar, tocar um pouco mais (risos). E estamos promovendo o Inner Monster Out na Europa e Estados Unidos também, já que o lançamento acontece agora em maio. Estamos todos muito ansiosos, queremos sair em turnê, tanto aqui no Brasil quanto lá fora, mas temos que divulgar o álbum direito (risos). Mas 2012 com certeza será um ano bem ocupado para nós e a ideia é ficarmos na estrada pelo maior tempo possível, banda de Metal tem que estar em cima de um palco.

Metal Open Air e a credibilidade do heavy metal no Brasil
Dani Nolden
: O próximo organizador que decidir se aventurar em um território como esse vai enfrentar desconfiança das bandas e, principalmente, do público. Quem gastou uma pequena fortuna para ir a esse festival e ficou decepcionado vai pensar duas vezes antes de comprar o ingresso na próxima vez. Acredito que todo mundo vai deixar pra comprar o ingresso em cima da hora, para ter certeza de que o show vai acontecer mesmo, menos pessoas vão ter coragem de viajar grandes distâncias. Então não vejo uma nova tentativa acontecendo tão cedo. Essa confusão toda já se espalhou internacionalmente. As bandas não vão deixar de vir ao Brasil porque sabem separar as coisas, sabem que isso foi um caso isolado, porém, acho que as condições serão menos flexíveis. O país inteiro foi exposto ao ridículo, mas ao menos o público fã de Metal usou isso como uma excelente oportunidade de mostrar que sabe se comportar, que busca seus direitos na justiça e não com baderna. Provamos que Metal é atitude, não violência gratuita.

Novas influências
Dani Nolden
: Eu gosto muito de música clássica, ou erudita, como preferirem chamar, blues, rock em geral, pop, especialmente dos anos 80. Acho que parte de tudo isso acaba inserido na música da banda por serem minhas influências como artista, assim como os rapazes naturalmente trazem tudo que escutam também. Você não vai escutar uma passagem de blues no Shadowside, é claro, mas é uma das coisas que eu mais gosto de cantar quando estou apenas cantando por diversão, sozinha, então isso acaba atingindo meu canto. Concordo que é possível se manter íntegro, mesmo adicionando novos elementos ao seu som, desde que você não esqueça das raízes. Outros estilos ajudam a enriquecer o que você faz.

Um sonho de parceria
Dani Nolden:
Como uma grande fã de Skid Row da época do Sebastian Bach, e o considerando um dos melhores cantores de Rock e Metal, eu gostaria muito de trabalhar com ele de alguma forma, seja dividindo um palco ou compartilhando os vocais de alguma música. Acho que o resultado seria interessante.

O heavy metal pós-Metal Open Air e o futuro
Dani Nolden
: Torço para que todos que tiveram algum prejuízo com o Metal Open Air sejam ressarcidos, não deixem de procurar seus direitos! Nós tentaremos amenizar um pouco dessa frustração tocando em todos os lugares que pudermos, sem dúvida muitos de vocês nos verão em cima de um palco ainda este ano. Curtam o Inner Monster Out, muito obrigado pelo carinho e um grande abraço!

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