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E Entrevistas

Entrevista PAT METHENY

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Contar a história de Pat Metheny é contar a história do jazz. Considerado um dos músicos mais consagrados da história, o guitarrista americano domina como poucos as seis cordas a ponto de ter criado um método único de tocá-lo. Com mais de quinze álbuns e centenas de parcerias, Pat Metheny segue firme explorando os caminhos que a guitarra pode proporcionar. Recentemente lançou o elogiado After What's It All About, álbum que traz versões de clássicos da música com seu estilo único.

Entre uma produção e outra, o lendário guitarrista Pat Metheny conversou com o Passagem de Som sobre seu último lançamento, a forma como sua música influenciou novos nomes, o futuro e como a tecnologia mudou sua carreira.

Ao lado da Unit Band, Pat Metheny segue como um dos maiores guitarristas da história - Créditos: Divulgação

Entrevista PAT METHENY

After What's It All About e as versões
Pat Metheny: Eu provavelmente poderia fazer mais uns dois ou três álbuns como o After What's It All About, existem tantas outras músicas que amo e que não incluí no disco. Foi a primeira vez que fiz algo desse gênero, em que toco a música de outras pessoas. Sempre tenho tanta coisa minha acontecendo, fico tão envolvido com as minhas composições, que eu raramente posso parar para tocar outras coisas. Caso surgisse uma situação de recriar a música de um artista novo ou mais popular, eu não teria razão para negar, mas é improvável que eu dê início a um projeto desse tipo.

Experiência
Pat Metheny: Minhas metas são basicamente as mesmas de sempre, tocar melhor, encontrar boas notas, representar na música as coisas que eu amo em tudo. A parte boa é que quando você tem mais experiência como músico, pode chegar mais perto do seu ideal por causa de todo o tempo que você passou tocando e lidando com música, sem contar o seu tempo de vida no planeta. O que é mais difícil de explicar é que conforme você se torna melhor, você passa a enxergar a distância que ainda falta percorrer, que é mais longa do que se imaginava. Mas é a soma dessas coisas que faz uma boa maneira de viver a vida.

Tecnologia e internet
Pat Metheny: Como você deve saber, sempre estive na linha de frente do que a tecnologia oferece, de verdade, desde o início da minha vida como músico. Eu definitivamente não me afasto da tecnologia de maneira alguma, nunca fiz isso. Quanto à internet e a questão dos downloads, não me preocupo muito sobre mudanças que não estão ao meu alcance imediato. Apenas tento tocar e compor boa música e torço para que o melhor aconteça. Acho que o valor intrínseco da boa música fala por si.

Gêneros e rótulos
Pat Metheny: Não penso realmente em termos de gêneros e estilos. Para mim são designações políticas ou culturais que não são relevantes a praticamente nada do que me interessa. Eu vejo a música como uma coisa grandiosa, de um alto nível estabelecido por grandes músicos ao longo do tempo. É isso o que eu procuro acompanhar de perto e de verdade. Na maior parte do tempo, escuto termos e rótulos sem ter a menor ideia do que estão falando. E, como disse, isso não me importa muito.

Inspiração
Pat Metheny: Acredito que quando você está com alguém inspirador, seja músico ou não, é uma grande coisa. Eu tento estar nessa posição o máximo possível. Certamente cada pessoa que passou algum tempo comigo teve algum efeito em mim e na forma com que eu escuto o mundo, e, portanto, afeta o que eu produzo.

Estilo
Pat Metheny: Brad Mehldau e o grupo EST são bons exemplos de artistas que captaram meu som. O fato de terem sido afetados pelo som e usado partes dele para construir sua própria música é bastante gratificante. Ouço definitivamente muitos guitarristas no mundo que vêm seguindo minha linha, fazendo algo que foi meu estilo. E isso sempre me faz se sentir lisonjeado.

Brasil
Pat Metheny: Para mim, os três grandes nomes da música brasileira são Tom Jobim, Milton Nascimento e Ivan Lins. O Toninho Horta veio um pouco depois, e eu não conhecia nada dele até ser convidado para tocar no seu primeiro disco, em 1980, na minha primeira viagem ao Brasil. Ele disse que esteve em alguns dos meus shows nos EUA e estava seguindo meu trabalho de perto, o que eu pude confirmar quando ouvi a música dele. Ficamos amigos depois disso e eu toquei mais tarde em outro dos discos dele. Ele é um ótimo músico. Mas no momento não tenho planos de tocar no Brasil..

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