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E Entrevistas

Entrevista FILHOS DA JUDITH

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Eles foram produzidos por Liminha, estão em turnê com tremendão Erasmo Carlos e já tocaram ao lado de Roberto Carlos. Com um currículo desses, não dá pra esperar nada menos do que um bom rock and roll. É é exatamente isso que o trio Filhos da Judith traz em seu primeiro lançamento.

Esbanjando vontade e caminhando por influências que passam por The Jam até Kinks, o trio carioca vem se firmando como uma das grandes revelações do rock em 2012, o que já os garantiu como atração do Rock in Rio Lisboa, que será realizado no meio do ano. No evento, o trio se apresentará durante dois dias, um deles ao lado de Erasmo Carlos e outro solo, apresentando seu trabalho autoral.

O Passagem de Som conversou com a banda e falou sobre a produção do álbum, a oportunidade de tocar com uma das maiores lendas da música brasileira e os seus planos para um ano que não cansa de trazer boas surpresas.

Excursionando ao lado de Erasmo Carlos, Filhos da Judith seguem divulgando seu 1º álbum - Créditos: Divulgação

Entrevista FILHOS DA JUDITH

A produção e Liminha
Alan Fontenele:
Cara, esse disco ele dá a impressão de que foi gravado ao vivo porque realmente foi dessa forma que foi feito. O Liminha colocou a gente pra tocar junto como se fosse em um ensaio e saiu gravando pra valer, até por isso ele foi gravado em muito pouco tempo. E falar do Liminha… ele é um cara que… putz… ele tocou com os Mutantes! Também foi o um dos primeiros que nos viu tocar ao vivo no botecão e sacou a forma que a gente era, então levou pro estúdio sabendo o que era a nossa banda.

Um power trio
Luiz Lopez:
Somos um trio por consequência, na verdade a vida impôs isso para a banda. Tentamos a todo custo ser um quarteto, chegamos a ter até sete membros na banda, mas no fim sobrou apenas os três loucos (risos), um acabou sendo advogado, outro acabou se tornando jornalista, médico… e hoje estamos aí. Quando a gente percebeu que os Paralamas conseguiram tocar em trio lá em 83 no Rock in Rio e fazer tudo aquilo… nós vimos que podíamos fazer isso ao vivo e nos inspirou muito. Também achamos fantástico bandas como o The Police e o Jimi Hendrix Experienced, além do próprio The Who e o Led Zeppelin, que sempre tiveram aquela base guitarra, baixo e bateria.

Erasmo Carlos
Pedro Dias:
Trabalhar com o Erasmo foi incrível! A gente conhecia o Liminha, mas nunca tinha trabalhado com ele, então sempre ficava a expectativa, nós tínhamos uma admiração absurda pelo trabalho que ele realizava. Naquela época o Liminha estava realizando a produção do álbum Rock and Roll do Erasmo e comentou que conhecia uns caras que faziam um bom vocal e que poderiam dar um gás em algumas músicas do disco. O Erasmo com aquele jeitão dele falou “Pô bixo, chama os caras pra ver o que rola…”. Nós recebemos um telefonema do Liminha perguntando se a gente topava fazer uma gravação de voz pro disco novo do Erasmo… imagina…a gente topou na hora e fomos felizes da vida fazer isso. Durante a gravação a gente não chegou a conhecer o Erasmo, mas era para realizar a gravação de uma música e no fim da história acabamos fazendo a participação em cinco! Depois disso veio o convite pra ir pra estrada com ele e estamos juntos até hoje.

Garage Bands e a tecnologia de gravação
Alan Fontenele:
Eu acho que as pessoas esqueceram um pouco de que a tecnologia é somente um detalhe, do quanto o ser humano ainda é o principal na gravação de um disco. Amamos o nosso disco porque é algo que ouvimos e percebemos ele foi feito por nós e cheio de imperfeições... e é exatamente por isso que a gente gosta tanto! Tem umas coisas que temos visto atualmente, que são aparelhos que corrigem o vocal, afinam os instrumentos… mas o que mais impressiona é o virtual compositor, que você gera uma letra e ele coloca uma melodia… você fala qualquer coisa e ele joga uma melodia em cima! Isso mostra o quanto a tecnologia acaba jogando contra a arte na maioria das vezes, por isso acreditamos que isso deve ser utilizado no mínimo possível. A gente já tocou muito por aí e tem a banda há um tempão, o que levamos pro disco é exatamente o que somos ao vivo, por isso que o Liminha quis manter essa essência, não adianta o cara fazer um disco incrível e cristalino pra chegar ao vivo e comprometer tudo.

O rock hoje
Pedro Dias:
Muita gente vai dizer que hoje é um momento de transição e por aí vai… mas eu fico com as palavras que John Lennon disse um dia: “O rock será aquilo que fizermos dele”. Nós estamos tentando fazer a nossa parte e estamos orgulhosos disso. A gente gosta muito dos amigos d’Os Azuis, uma banda carioca que faz um rock sincero, sem frescura, bem legal. Também somos suspeitos pra falar, mas também adoramos a banda Fuzzcas, que se inspira nos clássico como nós e faz um som muito bacana, tudo isso com a cabeça em 2012, porque 2012 é o que interessa, é onde estamos!

Parcerias
Luiz Lopez:
A gente já tocou com o Erasmo e o Roberto Carlos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nem sabe com quem gostaria tocar… ainda estamos vivendo essa loucura toda, mas gostaríamos de tocar com o Paul McCartney e os Rolling Stones, basta eles fazerem um telefone que a gente topa na hora! (risos)

Um álbum com muitas faixas
Pedro Dias:
Nosso segundo álbum, que ainda está sendo produzido, já tem muitas faixas prontas, mas no nosso primeiro eram originalmente 18, mas 17 foram pro disco no fim. Íamos gravar 14, seriam 10 no disco e fazer outras 4 posteriormente, mas acabamos nos reunindo com gravadora, produção... e acabou seguindo com todas, é ficou muito natural porque as faixas não são longas, não é um disco cansativo e rola de boa.

Influências
Luiz Lopez:
A gente curte vários trios dos anos 70 com o The Jam, que também inspirou bastante o nosso visual com os ternos. Mas curtimos toda essa coisa da beat music e até o MOD, embora não seja do nosso estilo levantar muitas bandeiras. Pra você ter ideia, nós ouvimos muito uma banda uruguaia sensacional chamada Los Shakers e são da década de 60 também, até o Paul McCartney já elogiou os caras e podemos considerar que sejam a nossa maior influência. Eles têm uma pegada bem latina que é diferente.

Idiomas
Pedro Dias:
Muita gente fala em aprender um idioma para se inseriir em outro mercado, mas no nosso caso, nós queríamos mesmo é fazer com que as pessoas aprendessem um pouco o português lá fora, seja onde for. A língua portuguesa é linda!

O eletrônico e o rock como música pra dançar
Alan Fontenele:
Tudo é válido no caráter estético de um artista se expressar, como usar um recurso eletrônico. De repente o cara não encontrou um baterista e coloca um sampler, é normal. Tudo é uma ideia válida, não somos contra os equipamentos eletrônicos, nós só não usamos eles ou, se tivermos que usar, que seja moderamente.

Planos
Pedro Dias:
A perspectiva é a melhor possível para 2012, vemos um futuro maravilhoso e temos certeza que com essas novas portas e artistas aparecendo, temos um horizonte incrível. Acreditamos que haverá uma retomada rock de forma geral e estamos empolgados pela oportunidade de tocar no Rock in Rio Lisboa, um dia no Palco Street e no outro com o Erasmo no palco principal! Vamos seguindo em frente com muita empolgação e se dedicando ao rock and roll!

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