All for Joomla All for Webmasters

E Entrevistas

Previous Next

Entrevista EPICA

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Não há como negar, o Epica é seguramente um dos maiores representantes do metal sinfônico no mundo. Fundada por Mark Jansen, ex-guitarrista do After Forever, o Epica chega a 2016 com um respaldo poucas vezes visto em um gênero tão exigente. Próximo de lançar seu sétimo álbum, The Holographic Principle, a banda retorna ao Brasil trazendo na bagagem seu próprio festival, o Epic Metal Fest, um marco não só para sua história, mas para o Brasil, que receberá alguns dos grandes nomes do heavy metal nos últimos anos.

Disposta a seguir escrevendo uma história que não para de surpreender, o Epica investiu em um trabalho mais orgânico que seus registros anteriores e o Brasil será um dos primeiros países a conferir o novo repertório do grupo, que tem na figura da belíssima Simone Simmons uma referência na cena.

A junção desses dois momentos importantes, tanto para a banda como para o público brasileiro, vem fazendo do Epic Metal Fest um dos pontos altos do calendário nesse segundo semestre. Ao lado de bandas como Paradise Lost, Finntroll, Xandria e muitos outros, o Epica está pronto para fazer história no Brasil.

Antes da realização do festival, o Passagem de Som conversou com o baterista Ariën van Weesenbeek sobre todos esses acontecimentos que envolvem o nome do Epica. Uma entrevista que revela a simplicidade de uma banda que a cada dia vem surpreendendo pela humildade e dedicação a um público tão exigente.


A expectativa pelo Epic Metal Fest no Brasil

Ariën van Weesenbeek: Nós estamos bastante ansiosos e temos certeza que realizaremos um ótimo festival. Vai ser muito bonito ver tantos bons shows e uma atmosfera metal tão bacana com os brasileiros. Nós levamos o Epic Metal Fest para o Brasil porque nossos shows aí sempre foram incríveis, o público gritava tanto que pareciam explodir durante as apresentações. Tivemos certeza de que o país seria um lugar incrível para o evento acontecer.

The Holographic Principle e o setlist no Brasil
Ariën van Weesenbeek: Para o festival nós temos como ideia colocar algumas faixas do álbum The Holographic Principle, que está sendo lançado, e vários clássicos. É sempre difícil montar um setlist com um novo álbum sendo lançado e uma discografia que vem crescendo, mas somos capazes de fazer isso bem. Escrever um novo álbum é sempre um trabalho de muita inspiração e posso adiantar que estávamos muito inspirados dessa vez.

O processo de produção de The Holographic Principle
Ariën van Weesenbeek: Durante o processo de produção não usamos samples, mas instrumentos  e todos os processos vocais reais. A banda, os vocais, a orquestra, o coral e toda a percussão do disco foram feitas de forma orgânica, o que foi positivo no resultado final. A diferença é que tudo soa muito mais poderoso e com uma dinâmica muito mais intensa. Não é exatamente complexo realizar esse processo, na realidade foi surpreendentemente divertido ver como tudo funcionou na hora de produzir cada música.

O legado do Epica
Ariën van Weesenbeek: Acredito que nossa reputação cresceu e se desenvolveu do jeito certo e uma das razões disso ter aconteceido foi nossa perseverança de acreditar em nossa música e na forma como trabalhamos. Parte disso fez com que a energia com que nos doamos ao vivo viesse a render lindíssimas memórias e uma boa reputação para a banda. Temos muito bem claro para nós que devemos sempre manter os pés no chão e todos os integrantes da banda se mantém distante de qualquer vaidade ou arrogância.

A internet na vida do Epica
Ariën van Weesenbeek: A internet é o símbolo dos novos tempos. Tudo acontece muito rápido, tudo o que fazemos tem um feedback rápido, naquele instante! Se você não posta algo hoje pode ser tarde demais. Acontece muito comigo de alguém estar falando sobre 'o mais recente acontecimento’ e eu não saber do que se trata. Eles estão olham para mim com cara de 'Como diabos você não sabe isso?! (risos).

Existem vários benefícios com a comunicação rápida nas redes sociais hoje em dia. Seu perfil é uma grande propaganda. Só é uma pena ver que o mercado de CDs está encolhendo lentamente se transformando cada vez mais em algo digital para um computador ou telefone... mas é a vida. A mudança às vezes é boa, mesmo que leve um tempo para se acostumar.

Simone Simmons e as mulheres no heavy metal
Ariën van Weesenbeek: É lindo ver como Simone inspira os fãs, mas ao mesmo tempo ela está sendo apenas ela mesma. É claro, quando ela está no palco vestida e com todas as luzes em cima dela ela se transforma em um referência para várias pessoas e uma estrela para elas, é muito bonito.
Não sei se ainda existe algum preconceito contra mulheres no mundo do metal, mas se ainda há é fato que está diminuindo. Hoje em dia no heavy metal – e em vários estilos musicais – há um grande número de mulheres que estão a sua frente e sabem muito bem o que estão fazendo. Não a toa elas são o ponto forte de vários grupos e isso é ótimo porque vemos que cada vez mais que elas estão lado a lado de homens na música.

O atual momento da música na Holanda
Ariën van Weesenbeek: Não só na atualidade, mas há anos a Holanda tem sido um país que produz boa música para o mundo. Neste momento existem várias bandas do país surgindo e crescendo internacionalmente. Verdade seja dita eu não conheço todas essas bandas, mas quando me deparo com algo novo na Holanda fico muito satisfeito com o que vem sendo feito. Nós continuamos fazendo boa música.

As conquistas da banda e os novos objetivos
Ariën van Weesenbeek: Gostaria muito de um dia fazer uma turnê com shows em estádios porque isso transmite uma energia única! Quem sabe se continuarmos crescendo e elevando nosso status um dia possamos fazer isso (risos). O mais importante para o Epica é que estamos evoluindo a cada álbum e estamos super curiosos pelos resultados após o lançamento de The Holographic Principle.

O adeus de uma geração
Ariën van Weesenbeek: É algo muito triste, mas parte de nossa vida ver que ótimos músicos estão indo embora, alguns muito cedo. Eu tive a chance de ver Lemmy algumas vezes em festivais, mas nunca cheguei a falar com ele pessoalmente. Acredito que Rob (nosso baixista) tenha feito isso.

Futuro
Ariën van Weesenbeek: Nós vamos para os Estados Unidos e o Canada como headliners de um de uma turnê com o Fleshgod Apocalypse, Arkona e The Agonist em novembro, no próximo ano faremos uma turnê com o Powerwolf na Europa. Estou certo de que teremos muitas histórias para nossos fãs e tudo isso pode ser acompanhado em nossas redes sociais.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais