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Entrevista BRUNA CARAM

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Ela não consegue ficar parada! Atriz, cantora, escritora, musicista, dançarina e agora compositora. Ela é Multi! Ela é Bruna Caram e lançou em 2016 seu mais recente álbum, Multialma, disco onde assume a autoria da maioria das faixas e se posiciona como uma das artistas mais talentosas de sua geração.

Em um disco onde, literalmente, colocar para fora tudo o que sente, Bruna assume o papel de protagonista ao lado de três gerações da música brasileira. Os destaques do quarto álbum da carreira são o primeiro single lançado “Eu Vou Prá Rua”, que bate no machismo com luva de pelica de forma bem humorada, e “Par”, composição da cantora e de Chico César. O álbum traz também parcerias com Zeca Baleiro, Paulo Novaes, Pedro Luís, Otávio Toledo, Roberta Sá e Duda Brack.

E nesse novo momento da carreira Bruna conversou com o Passagem de Som em uma belíssima entrevista!

Uma vida de multitarefas e a experiência acumulada até o álbum Multialma
Bruna Caram: Posso dizer que estou hoje um pouco mais velha, mas principalmente mais serena, então estou tendo um pouco mais de calma com as coisas também. Uma por vez. Por exemplo, o disco saiu agora, eu estava em uma turnê fora, estou fazendo todo atendimento com a imprensa e começo a divulgação do disco no ano que vem. Estou começando a ensaiar o show, a criar todo repertório, a minissérie que participo sair e realizar o trabalho no teatro e a começar a fazer o próximo livro (risos).

A experiência de assinar a maioria das composições de Multialma
Bruna Caram: Olha, na verdade eu não tinha nenhuma pretensão inicial de fazer um disco que fosse autoral e isso acabou acontecendo ao longo do meu tempo em estúdio. O primeiro sinal que eu tive de que queria fazer um disco autoral foi justamente no contato com os amigos nesse processo. Foi uma coisa que adorei fazer! E eu tive muitos parceiros ótimos nos últimos anos, caso da Roberta Sá, o Chico Cesar... então a verdade é que eu acabei pegando gosto por isso. Foram faixas que acabaram nascendo ainda mais fácil com essas parcerias. E mesmo depois que o disco saiu já houveram mais músicas e sim, esse é um novo caminho, não foi algo pontual na minha carreira. Isso também não quer dizer que eu não gravarei algum disco novamente como intérprete, mas acredito que nesse álbum eu me encontrei muito mais como a artista que eu gostaria de ser. Que é musicista, letrista e artista... acho que descobriu que tipo de bicho eu sou e de que planeta eu vim (risos).

Um paralelo entre a cena feminina do fim da década de 80 e hoje
Bruna Caram: Acredito que seja possível traçar um paralelo entre essas duas gerações porque não pode ser uma obra do acaso as mulheres estarem lançando mais CDs, ter tido mais vontade de compor e seguir inspirando mais mulheres a dizer o que pensam. Isso não é uma mera coincidência. Tudo isso está acontecendo hoje porque simplesmente ninguém aguenta mais! É muito sofrimento e as mulheres foram muito abusadas e não é que isso esteja sendo feito para reduzir isso, mas é a hora do basta, a hora de dizer chega! A composição Vou pra Rua, que está no Multialma, é uma letra que não foi composta, mas praticamente vomitada! Foi uma composição que comecei a fazer e não existe uma única frase que tenha sido mudada. Era algo que eu precisava dizer e estava insuportável de aguentar. Confesso que é até um orgulho meu ter “parido” uma música dessa forma porque não é algo que você simplesmente planeja. Ela foi realmente vomitada e espero ver as pessoas no show se identificando com ela.

Adaptando-se a novos formatos
Bruna Caram: Acredito que a tecnologia tenha sim feito com que os artistas se tornasse mais multimídia na hora de lançar algo. Claro que isso aconteceu naturalmente porque é uma geração que nasceu com a tecnologia. Existe uma necessidade diferente hoje de se utilizar a tecnologia. Eu mesmo venho de uma geração que já pegou o declínio das gravadoras, então não sou uma artista que teve que se adaptar ou entrar em pânico pela queda da venda de discos. Claro que eu vi isso acontecer ao longo da minha carreira. A música ia virando cada vez mais mp3, mas a internet foi algo maravilhoso por também proporcionar a volta do sucesso legítimo. Você pode fazer uso de redes sociais, faceboo,k, instagram... pode publicar suas coisas e até conseguir um patrocínio, acho que no geral isso foi ótimo para a democratização da cultura. Prefiro tirar o melhor disso tudo para minha carreira.

A nova e velha cara da MPB
Bruna Caram: Cara, eu não consigo separar o que é a velha ou a nova... também não quero ter nenhuma pretensão em julgar qual é a melhor ou pior. Talvez daqui vinte anos a gente saiba dizer melhor algo sobre isso. Claro que eu acho que hoje temos uma geração muito forte e de muito potencial  e que tem condições de regravar esses artistas clássicos. Mas o que mais me dá orgulho é ver que existe esse diálogo com artistas clássicos e que cresci ouvindo. Compor ao lado do Chico Cesar é algo extremamente importante pra mim. É ver como eles trabalham... ver artistas como Zeca Baleiro... é algo muito emblemático e enriquecedor para minha carreira nesse momento.

A influência da questão política nas manifestações artísticas
Bruna Caram: Eu acho que tudo o que o artista pensa ao manifestar sua arte envolve o que acontece ao seu redor. A forma como ele é, de esquerda ou de direita, é influenciado pelo momento político, mas também acho que as pessoas confundem demais essas coisas porque é possível amar de paixão um artista que não tem um posicionamento político igual o seu.

Multialma.... MultiBruna....
Bruna Caram: Eu posso dizer que me considero uma pessoa muito contente com tudo o que está acontecendo. Estou muito feliz pelo meu trabalho e tenho muitos sonhos... Eu tenho que ter muitos ainda porque é o que motiva. Mas estou muito feliz por esse momento porque esse disco é o primeiro daquela artista que eu quero ser daqui pra frente. Quero ser essa compositora, musicista, atriz, cantora, dançarina (risos). Eu me sinto satisfeita e realizada por ter habilidade para fazer essas coisas porque minha vida é realmente isso!

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