All for Joomla All for Webmasters

E Entrevistas

Previous Next

Entrevista RUBEL

User Rating: 0 / 5

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Existem artistas que  desde o início mostra que chegaram para ficar. Não tem padrinhos e não tem gravadora, mas tem fãs e vontade de fazer música e é o que basta. Assim é Rubel, artista carioca que alcançou grandes públicos por diversas cidades do país com Pearl, seu primeiro disco, lançado em 2013.

Transitando entre o folk e a MPB, Rubel fez de sua viagem até Austin, onde gravou o disco, um processo de amadurecimento que reflete bem em suas composições e performance. Tudo isso pode ser conferido no álbum, que está disponível para audição e download no site http://www.rubelpearl.com.br.

E se 2016 foi um grande ano para o carioca, o pulo do gato deve acontecer em 2017.

Depois de shows esgotados por diversas cidades, Rubel foi um dos artistas contemplados no edital Natural Musical. Detalhe: por votação popular!

E enquanto seu segundo álbum começa a ganhar forma, o Passagem de Som conversa com um artista que tem tudo para ser um dos grandes nomes desse ano, Rubel!

A reação de ser um dos projetos mais votados do Natura musical e a expectativa pelo segundo álbum
Rubel: Primeiro, foi muito incrível ver a mobilização do público durante esse processo, elas estavam engajadas e querendo ver aquilo acontecer. E agora tudo muda um pouco, não tem jeito. É um segundo disco e agora existe uma expectativa externa de fato. Acho que o objetivo é não deixar isso afetar negativamente todo processo daqui para a frente. A ideia é que indiferente da pressão, o grande lance é eu ser sincero com aquilo que eu gostaria de ouvir. Eu queria fazer um disco que quero ouvir e esse vai ser o mote.

A possibilidade de mudar a direção musical para o segundo disco
Rubel: Acho que seria mentira minha se eu dissesse que não penso nisso. É até uma questão de respeito ao público. Existe uma vontade de desafiar esse público e me desafiar, sempre honrando aquilo que eu fiz no Pearl, meu primeiro álbum. Acho que tudo isso me estimula mais a dar o máximo em tudo, em me desafiar e levar minha capacidade até o limite. De fazer algo novo e que surpreenda, mas por exemplo, minha ideia no próximo disco é misturar hip hop porque era algo que eu já vinha fazendo, então independente de um primeiro trabalho esse é o gênero que eu mais escuto há dois anos, é algo espontâneo.

A relação da iniciativa privada com o papel das gravadoras
Rubel: Sem dúvida mudou a forma de se fazer música com novos processos, isso se não anulou o papel das gravadoras. Elas tinham um papel importante porque existe uma ligação muito intrínseca com as grandes mídias. A gravadora ainda ocupa muito espaço... mas o que mudou com a chega do crowdfunding e os editais é que agora existem muitas novas oportunidades. Nós temos milhares de músicos que tem uma condição de ter uma carreira no mundo da música e cuidar de um público gigantesco à margem da realidade das gravadoras.

O abismo entre o underground e o mainstream
Rubel: Acredito que não existe mais esse abismo entre o underground e o mainstream. Ele é bem menor comparado há duas décadas atrás. Ou você estava em uma gravadora, onde era a única forma de gravar um disco com qualidade. Você não tinha como divulgar um trabalho porque não havia internet e no geral não havia como escoar nada. O abismo era gigantesco. Ou você tocava no Faustão e tinha um apoio massivo ou você estava tocando na garagem da sua casa. Eu posso estar errado sobre tudo isso, mas acho que com tudo isso o abismo reduziu bastante.

Sucesso
Rubel: O meu conceito de sucesso é ver bem daquilo que eu amo. Basicamente isso. Se eu consigo me realizar com o que gosto de fazer, que é fazer música, e fazer isso tranquilamente enquanto faço chegar nas pessoas, isso pra mim é o verdadeiro conceito de sucesso.

As variáveis não são determinantes, o importante é eu ter a condição de me expressar, de estar vivendo disso e fazer com que minha música chegue em uma pessoa, isso é o que considero sucesso.

O feedback instantâneo
Rubel: Eu fico muito feliz, muito grato com tudo isso. Quando essas coisas acontecem eu não consigo dormir, fico pensando “que fantástico, que bom!”, é algo muito foda porque é algo que tanta gente luta para conquistar... As pessoas são muito engajadas com tudo isso e eu só tenho a agradecer.

A identidade musical
Rubel: Infelizmente os rótulos musicais são necessários para categorizar a gente, eu espero muito conseguir quebrar essa barreira na minha carreira e seguir vários caminhos diferentes. Esse primeiro disco é inevitável, ele é uma parte de MPB brasileiro e outra de folk, não há como negar, mas para o próximo disco a ideia é justamente incorporar hip hop.

O cenário político e sua influência nas artes
Rubel: Incorporar o hip hop no meu som é uma questão exclusivamente musical. Não me sinto à vontade de assumir uma posição política nesse momento porque tudo é tão confuso... se você levantar uma bandeira com tanta convicção pode ser algo perigoso. Vejo tanto radicalismo, tanta intolerância nas pessoas e fico mais tentando ouvir e entender do que afirmar algo. Me sinto confuso sobre isso.

A paixão pelo hip hop
Rubel: O hip hop me encanta muito pela questão social e, claro, pela questão musical, de fazer da palavra um instrumento. Não é só o significado da palavra, mas o som dela dentro da música, que tem um significado. Fazer do hip hop também é algo diferente, que produz esse tipo de música faz de um jeito que nenhum outro gênero faz igual. Você incorpora samples com batidas eletrônicas e é onde estão fazendo as coisas mais revolucionárias atualmente. É encantador como estão dando mil passos a frente.

Futuro
Rubel: Fizemos a turnê de despedida do Pearl e tocamos no Circo Voador, que era um sonho na minha vida, depois disso o próximo disco eu posso dizer ao público que esperem qualquer coisa, estou disposto a experimentar e explorar meus próprios limites, mas especialmente me divertir e fazer as pessoas se divertirem. 

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais