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I am Thor

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Certamente a primeira imagem que alguém na face da Terra tenha do poderoso Thor seja a do herói da Marvel, loiro, empunhando seu martelo contra as forças que ameaçam Midgard (no caso o nosso planeta) e sua amada Asgard.

Até aí não é novidade. Inspiração para duas em cada três bandas de heavy metal, o herói asgardiano se torna cada vez mais popular a cada lançamento de filme, algo que não aconteceu com Jon Mikl Thor, protagonista do ótimo documentário I am Thor, exibido no Brasil pela primeira vez durante a edição 2017 do festival IN-EDIT BRASIL, realizado em SP.

Produzido por Ryan Wise e Alan Higbee, a história de Thor, um bodybuilder apaixonado por hard rock, não tem final feliz. Ou talvez tenha, dependendo do ponto de vista. Bandleader de uma banda que carrega seu nome, Thor formou sua banda nos 80 e até hoje excursiona até hoje por toda cena underground dos Estados Unidos (e do mundo).

Artista que poderia ter sido a próxima grande estrela do hard rock, Thor tem sua história revisitada com muito bom humor e um pouco de lamentação, dado o tamanho azar com que episódios fundamentais de sua carreira são narrados. São golpes de produtores, acidentes e uma porção de imprevistos que sempre interromperam a carreira de Thor no momento em que ela parecia decolar. Tantos tombos que fariam qualquer um rever a paixão pela música e o foco no na carreira, mas não para Thor, que em respeito ao seu público sempre permaneceu na ativa, mesmo quando tudo parecia completamente arruinado.

Mais do que um documentário, I am Thor é também uma lição de vida. Uma história onde o fracasso é uma questão de ponto de vista, assim como o sucesso. Registrado muitas vezes com câmeras amadoras, o documentário tem uma veracidade tão impressionante que é possível sair das lágrimas ao auge da histeria em um piscar de olhos.

No caminho disso todos torcem por Thor, que é citado pelo próprio Stan Lee em dado momento do projeto como a personalização do herói criado em 1962. Ele também poderia ter interpretado o personagem, mas nem isso acabou dando certo... Mesmo distante da forma física que o consagrou, Thor ainda é forte e coleciona tantas cicatrizes que fica nítido quando uma vitória acontece em sua vida. Ela pode ser muitas vezes mínima, mas sempre celebrada com uma boa dose de humor.

Em I am Thor não está em jogo a qualidade musical de um artista, mas a capacidade de um ser humano cair e levantar como um bom guerreiro.

A música passa por aqui.

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