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Jesus Christ Superstar

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Conhecida mundialmente muito mais como um musical de sucesso da Broadway, Jesus Cristo Superstar, a ópera rock de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice de 1970, até hoje é considerada um marco na história pela forma controversa como retratou as últimas semanas de Cristo até sua crucificação.

Recheada de interpretações que em pouco lembram a atmosfera sacra instituída em obras cinematográficas lançadas ao longo das últimas décadas, o álbum lançado logo após o chamado “verão do amor” de 1969 tinha em seu line up nada menos que nomes como Ian Gillan (Deep Purple) e Gary Glitter, talvez um dos maiores representantes do chamado glam rock setentista, chocando o mundo da música e a própria igreja.

Amparados por uma atmosfera rock and roll, o lançamento do álbum chocou principalmente por abordar o tema com irreverência e ousadia, se tornando um ícone na época por seu ar questionador – mas jamais desrespeitoso – e servindo de plataforma para um musical da Broadway lançado dois anos depois, despertando ainda mais a ira de grupos religiosos.

Na esteira do polêmico lançamento, ainda em 1973, o produtor e diretor canadense Norman Jewison, que hoje é muito mais conhecido por trabalhos como The Hurricane, que chegou a ser indicado ao Oscar na virada do século, dava seus primeiros passos no mundo do cinema e havia decidido mergulhar de cabeça em um projeto que, pensando nos dias atuais, dificilmente chegaria a ser lançado, levando às telas de cinemas a vida de Cristo através de um bando de hippies filmados em Israel em ritmo de musical.

Jesus Cristo Superstar – O Filme, chegou a ser indicado para diversos Globos de Ouro em 1974 incluindo nomeações como Melhor Ator, Melhor Filme e Melhor Atriz, mas parece ter caído no esquecimento quatro décadas depois, desaparecendo de grande parte das lojas especializadas. Longe do grande público, viu sua versão intrigante ser substituída no inconsciente coletivo pelo musical da Broadway, que ganhou versões mais suaves nas décadas seguintes em diversos países europeus e, recentemente, até no Brasil, contando com nomes como Negra Li, Fred Silveira e Wellington Nogueira em seu elenco.

Focando a batalha silenciosa entre Judas (Carl Anderson) e Jesus (Ted Neeley), a obra de Norman Jewison soa ainda mais arrebatadora que o CD lançado anos antes por abordar a a vida de Jesus como algo mais próximo do comum, dando um passo adiante à atmosfera construída no álbum de três anos antes e usando seu cenário como aparato fundamental para a dimensão da história.

Com um show de interpretação, o filme se mostra ainda mais intrigante por trazer elementos fora do contexto original – como tanques de guerra e armas – para um universo intocável no imaginário popular. Josh Mostel, que no filme interpreta Herodes, se destaca por transportar um dos episódios mais tristes da história da humanidade para alguma cena que parece ter sido extraída de algum musical do estilo Hair, dançando como se tudo fosse uma grande brincadeira e isentando a culpa de todo o processo de condenação de Cristo ao reagir com uma fúria quase cômica ao episódio.

Ao mesmo tempo em que parece banalizar o contexto original da obra, Jesus Cristo Superstar – O Filme impressiona por suavizar a crueldade da história sem se perder em toda sua extensão. Momentos emblemáticos como a crucificação de Cristo e o suicídio de Judas são inseridos sem cerimônicas, dando ênfase à crueldade descrita nos livros sagrados e servindo de contraponto para a maior parte de seu roteiro, que traz cenas hilárias como quando Jesus invade uma feira popular em Israel em que granadas são vendidas a céu aberto.

Difícil de ser encontrado em grande parte dos canais oficiais de venda do país, ainda é possível conferir boa parte de Jesus Cristo Superstar – O Filme diluído em vídeos no YouTube ou sistemas de compartilhamento de vídeos. Inimaginável para uma época de politicamente correto, a obra de Norman Jewison soa hoje ainda mais intrigante por ser capaz de transpor todo o roteiro dos livros sagrados sem pressionar seu expectador a acreditar naquilo como uma crença, mas como uma lição de vida simples e passível de ser levada para o resto da vida.

 

Jesus Christ Superstar

Ficha Técnica:
Diretor: Norman Jewison
Ano de lançamento: 1973
Tipo: Musical
Elenco: Ted Neeley, Carl Anderson, Yvonne Elliman e Barry Dennen
Produtora: Universal Pictures

 

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