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Tupac: Ressurrection

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Gênero musical mais influente do planeta, o hip hop pode ser dividido entre “antes e depois de 2Pac”. Seus números giram em torno de 80 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, mas sua influência ultrapassa os 70 minutos que uma mídia de CD pode apresentar em uma audição completa.

Filho de integrantes do Partido dos Panteras Negras, Tupac Amaru Shakur, seu nome real, aprendeu desde cedo o significado de palavras como intolerância e preconceito. Criado pela mãe (seu pai biológico foi condenado pelo assassinato de uma professora), o rapper sempre sentiu na pele o real significado do preconceito e da injustiça social.

Ressurrection, documentário que conta a história do rapper americano, é dirigido por Lauren Lazin e considerado um dos melhores trabalhos já realizados ao retratar a obra de um artista. Lançada em DVD no Brasil há anos, é um registro obrigatório não só para os fãs do gênero, mas para quem hoje vê o hip hop como uma das vertentes mais influentes da música pop, assim como sua influência no comportamento da nova sociedade americana.

Em um projeto rico em conteúdo e com profundidade, o diretor  Lauren Lazin reconstrói a história do rapper contando com a narração do próprio, o que acaba gerando alguns momentos – no mínimo – constrangedores para alguns dos envolvidos na biografia, caso de Sean Combs, conhecido mundialmente como Puffy Daddy e na ativa até hoje.

Mas o real foco é a importância de 2 Pac e a mesma assusta. Assusta a ponto de colocar na parede qualquer um que não tenha acompanhado a trajetória meteórica do rapper até sua morte, em 1996. O impacto de sua obra, a influência na comunidade negra e a disseminação do hip hop por todo território americano são abordados de forma crua e muito didática, jogando luz a uma das maiores rixas da história da música, o que envolve a costa leste e oeste dos Estados Unidos.

A fundação da seminal gravadora Death Row Records, a ascensão de nomes como Suge Knight, Snoop Dogg e vários outros rappers que marcaram essa geração dão um brilho a mais à obra, que amarra bem sua história em pouco mais de duas horas.

Porém, poucas coisas são tão impressionantes em Ressurrection quanto a origem do termo Thug Life, hoje tão dito além do continente americano. Idealizado por 2 Pac e servindo como uma espécie de livro de regras para a comunidade negra e pobre na época, o termo assustou a sociedade americana a ponto de transformar o rapper em uma espécie de inimigo do estado, o que – claro – acabou deturpando seu papel no mundo da música.

Em alguns momentos, o filme de Lauren Lazin choca pelo que se tornou 2 Pac além do grande nome do hip hop na época. As traições, brigas, a prisão e a sua segunda ascensão no mundo da música com a Death Row Records são abordados sem cerimônias, mostrando o ponto de vista do rapper sobre acontecimentos que mudaram a sociedade americana.

Sem o apelo comercial de um filme como 8 Mile, que conta a história de Eminem, Ressurrection acabou passando despercebido pelo público brasileiro, mas ainda pode ser encontrado facilmente no mercado. Uma oportunidade única para compreender porque nomes como JayZ, 50 Cent ou Snoop Dogg se tornaram tão importantes para o público jovem, mas principalmente para contar a história de um dos pilares de um gênero que hoje se faz muito mais expressivo e importante para a música do que há duas décadas atrás.

Ao fim de Ressurrection fica a pergunta: onde teria chego 2 Pac se seu destino fosse outro na fatídica noite de 13 de setembro de 1996?

 

Tupac: Ressurrection

Ficha Técnica:
Título: Tupac: Ressurrection
Ano de lançamento: 2003
País: EUA
Direção: Lauren Lazin
Produtora: Paramount Pictures

 

A música passa por aqui.

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