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A música nunca parou

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Ao longo da vida nos acostumamos a prestar atenção nas trilhas sonoras dos filmes, a ir atrás de cinebiografias e a buscar a quantidade mais impressionante de registros ao vivo dos artistas que gostamos. Mas por que fazemos isso? Qual a explicação para a música ter um papel tão fundamental na nossa vida? Perguntas que nos fazem refletir sobre nossa maior paixão de uma forma quase ingênua, mostrando que existe sim um lugar especial para tudo isso em nossa mente.

No filme A Música Nunca Parou, lançado em 2014 e dirigido por Jim Kohlberg, o poder da música é explicado com base na ciência. Inspirado na obra do renomado neurologista Oliver Sacks, falecido em 2015, o filme conta a história de Gabriel, um hippie que no auge da geração paz e amor seguiu o tão tradicional roteiro onde se revolta contra os pais e desaparece. Porém, Gabriel acaba mergulhando no vazio de sua mente após um tumor no cérebro afetar todas as suas memórias e ele ser encontrado perambulando anos depois pelo centro da cidade.

Após isso Gabriel é entregue à Dra. Dianne Daly, uma musicoterapeuta que fez grandes avanços com vítimas de tumores cerebrais através da música e busca na mente do protagonista um ponto de referência que o faça reagir. É a partir disso que se desenvolve uma história que atravessa clássicos de Bob Dylan, Beatles e, principalmente, Grateful Dead.

Fã da banda – que também inspira o título do filme com a faixa The Music Never Stopped, lançada no álbum Blues for Allah (1975), Gabriel começa a resgatar lembranças através de um tratamento baseado em algumas das músicas da época. Essa, inclusive, é razão pela qual seu pai, Henry, se revoltou contra o filho no passado, acusando artistas como Bob Dylan e Beatles de não fazerem “música de verdade”, um conceito formado dada a sua fascinação por música clássica.

Diante disso várias situações se desenham através de clássicos da década de 60 e 70. Não faltam momentos onde a ingenuidade e a paixão emocionam quem há tempos procura palavras para se expressar sobre a importância de algumas das estrofes mais importantes da história da música.

Assim, revisitar as paixões do filho acaba se tornando o grande desafio de Henry, que quer reatar uma amizade há tempos perdida. Tendo como pano de fundo a devoção do filho pelo Grateful Dead, começa uma aventura de descobrimento e fascínio explicados por Gabriel de uma forma única, o que acaba se tornando grande trunfo do filme.

Movido por esse mote, A Música Nunca Parou apresenta a busca de Henry para reatar a relação com seu filho enquanto coloca em xeque alguns de seus valores, ate então inquestionáveis. Feliz em suas escolhas, o filme apresenta a música de com seu verdadeiro teor em nossas vidas. E dentre os inúmeros momentos marcantes, a clássica Mr. Tambourine Man ganha uma interpretação capaz de derrubar o mais sisudo fã de Bob Dylan, assim como referências a faixas de Beatles, Buffalo Springfield, Stephen Stills, Steppenwolf e muitos outros.

A Música Nunca Parou não é um filme sobre música e muito menos é baseado em uma feliz trilha sonora. Trata-se em um mergulho profundo dentro de seu impacto em nossa vida, na forma como a compreendemos. E nada melhor para isso do que algumas explicações que beiram a ingenuidade e nunca tivemos coragem de dizer.

 

A música nunca parou  

Ficha Técnica:
Título: A Música Nunca Parou
Ano de lançamento: 2014
País: EUA
Direção: Jim Kohlberg
Autor: Oliver Sacks

Produtora: Essential Pictures

 

A música passa por aqui.

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