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Sepultura - Machine Messiah

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Se o ódio às vezes pode ser considerado o combustível da alma, o Sepultura com certeza é uma daquelas bandas que encontrou nisso o fogo para produzir seu novo álbum, Machine Messiah.

Como se não bastasse lidar com constantes críticas que envolvem ex-integrantes, agora o grupo passou a lidar com a comparação de seus últimos álbuns com clássicos lançados há muito, muito tempo atrás. E isso é injusto.

Hoje vivendo um novo momento, o Sepultura passou a experimentar caminhos que durante toda a audição de Machine Messiah surpreendem a qualquer um que tenha ouvido os últimos lançamentos da banda desde o ótimo Kairos (2011). Em outras palavras é possível afirmar que o Sepultura evoluiu e muito para lançar seu 14º álbum de estúdio.

Diferente de vários momentos experimentados após a entrada de Derrick Green, onde a banda passou a fazer um crossover que o aproximou bastante do hardcore em alguns momentos, Machine Messiah é puro metal e reflete muito mais a influência de Eloy Casagrande na banda e da paixão de Andreas por nomes do Groove Metal como o Voivod. Um bom exemplo é a espetacular instrumental Iceberg Dances, um soco no estômago para quem pensava que a banda estava acomodada no terreno atual.

Já na faixa-título do disco é possível perceber algo novo. Derrick não exala mais sua fúria em 100% do tempo. I Am the Enemy, primeiro (bom) single do disco, já anunciava que as coisas seriam diferentes, mas ninguém imagina que mudaria tanto! E isso fica claro de uma vez por todas em Phantom Self, repleta de mudanças de direção e muito mais complexas que qualquer trabalho realizado pelo Sepultura nos últimos anos.

Não é exagero dizer que o Sepultura resolveu pegar outra estrada, mas dessa a banda parece ter acertado em cheio na dose progressiva que deu ao seu som sem abandonar sua identidade. A arrastada Sworn Oath é uma das faixas que mais surpreendem e turbinam um disco que prima pela unidade já em sua reta final.

Produzido por Jens Bogren, responsável por uma enormidade de nomes expressivos da cena de progressive metal, o novo álbum do Sepultura entra facilmente como mais um excelente trabalho da carreira do engenheiro que trabalhou com artistas do calibre de James LaBrie, Opeth e The Ocean.

Uma das maiores pedradas do álbum, Resistant Parasites e Vandals Nest tem tudo para agradar ao público mais conservador da banda com sua bateria massiva, assim como apagar de vez qualquer questionamento sobre Eloy, hoje seguramente um dos melhores bateristas do país.

Encerrando com a ousada Cyber God, Machine Messiah coroa a ousadia em um grande trabalho técnico e experimental. Um “cala-boca” para quem em algum momento descartou o Sepultura da cena atual. Com seu novo lançamento fica claro que a banda que mudou o status quo do metal nacional ainda tem muito a oferecer, muito mesmo.

A música passa por aqui.

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