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Thievery Corporation - The Temple of I & I

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Formado por Rob Garza e Eric Hilton em meados da década de 90, o Thievery Corporation se tornou na virada do século uma daquelas apostas que com o boom da chamada longe music não tinha como dar errado.

Trabalhando como bons alquimistas, a dupla levou para sua música elementos de praticamente tudo o que a chamada “boa música” poderia ser constituída. A elegância do jazz, os ritmos étnicos, o rock, o pop... tudo parecia ganhar forma com uma naturalidade impressionante na mão da dupla, que lançou álbuns do mais alto padrão como The Mirror Conspiracy  (2000)  e The Richest Man in Babilony (2003).

Em Cosmic Game, já em 2005, a dupla atingiu seu auge criativo e o reconhecimento comercial ao gravar um disco com participações do calibre de Wayne Coyne (Flaming Lips) e Perry Farrell (Jane’s Addiction). Deu certo, mas já parecia caminhar numa direção mais repetitiva, consolidada pouco tempo depois com lançamentos medianos como Culture of Fear (2011) e Saudade  (2014).

A crise criativa não aconteceu só com o Thievery Corporation. Vertente que se estagnou junto com a música eletrônica, a dita longe music (ou downtempo) acabou se transformando em um verdadeiro emaranhado de ritmos que pouco acrescentavam ao ouvinte, sendo condenado a uma música de sala de espera.

O novo álbum da dupla americana, The Temple of I & I, poderia ser a guinada que esse tipo de música precisava, mas não é. Amplamente influenciado por ritmos como o reggae, o dub e o raggamuffin, o novo álbum do Thievery Corporation não soa mais que uma versão gourmetizada de Lee Perry, dando a sensação de que o gênero parece realmente ter exaurido todas as suas forças.

Desde o início, com a forçada Thief Rockers, o disco pouco lembra a história do Thievery Corporation. Sim, tudo é bem gravado, mas soa artificial ao ponto de soar constrangedor em alguns momentos, caso das insossas Letter to the Editor – uma mistura light de raggamuffin com reggaeton – e Ghetto Matrix, bom exemplo da fusão de ritmos que fracassa em praticamente todo o disco.

The Temple of I & I não é uma tragédia por completo porque mesmo na ambição de tentar soar reggae 100% a dupla consegue colocar sua identidade acima da fraca proposta do disco. Time and Space, Lose to Find e Weapons of Distraction se salvam em um disco longo, que – infelizmente – não empolga em nenhum momento.

Disco que ultrapassa a barreira de uma hora, The Temple of I & I pode ser bem representado na faixa Babylon Falling, uma afronta a quem teve na vida um pequeno contato com o reggae.

A sensação é de que nada parece real. Muito menos parece Thievery Corporation e isso é muito, muito triste para quem um dia teve a chance de fazer de tudo, mas acabou não optando por nada em seu mais recente trabalho.

A música passa por aqui.

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