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Lee Foss - Alchemy

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Dentro de um universo tão efêmero como o da música eletrônica, encontrar produtores que possam fazer você arregalar os olhos e aumentar o som não é fácil. Com uma oferta muito maior que a demanda, não é de se admirar que o questionável ranking da DJ Mag sempre estampe os mesmos nomes há anos.

Ainda assim, vez por outra acabamos dando de cara com artistas donos de carreiras sólidas e bastante inovadoras que pavimentam um futuro cada vez mais próximo quando consideramos uma iminente explosão da bolha da EDM. Lee Foss, produtor americano nascido no berço da House Music, Chicago, é certamente um deles.

Dono do selo Hot Creations e parceiro do também ótimo Jamie Jones, Lee lançou recentemente seu segundo trabalho cheio, o empolgante Alchemy. Disco que transita com uma solidez absurda pelas nuances da nu disco, que assim como o nome sugere remete diretamente à era disco e seus pilares na década de 70 e 80, Alchemy é uma daquelas gratas surpresas que podem muito bem garantir bons momentos para quem procura algo original e bem produzido.

Com linhas de baixo bem definidas e uma melodia passível de se assoviar enquanto dança, o trabalho de Lee Foss logo de cara impressiona em Deep Congo, faixa que abre o bom Alchemy. Alternando bem a quantidade de faixas com vocais, o produtor americano não cai na tentação de virar refém de seu próprio trabalho, algo comum nos produtores atuais. Protagonista, dá essa tônica em Haunted, faixa que conta com a experiente vocalista Alex Mills.

Bem estruturado, Alchemy daí em diante abandona de vez o caráter de warm up e apresenta faixas que mentalmente botam qualquer um para dançar. Destaque para Green Light e a longa Till The Light, que bota de vez o disco para embalar.

Pilares do álbum, Blue Is The Distance e Lake Shore Drive exemplificam bem o mergulho de Lee no universo da disco music. Trata-se de faixas encorpadas capazes de dar à música eletrônica aquela humanidade do qual o gênero vem carecendo há tempos, especialmente pela enormidade de singles repletos de vocais recheados de efeitos.

Em um repertório relativamente curto, Alchemy de Lee Foss é certamente aquele disco que você lembrará por meses, mas dificilmente mostrará para alguém. Uma boa explicação para isso é justamente a ausência de megalomania de uma vertente que se acostumou a permanecer nos clubs e nunca caminhou dentro da bolha da EDM.

Registro importante lançado dentro de uma fase de transição, o trabalho do produtor canadense é mais um daqueles tijolos que preparam a estrada para algo muito mais importante que a quantidade de público interessada em assistir um DJ ao mesmo tempo.  

A música passa por aqui.

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