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Linkin Park - One More Light

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Existem bandas que parecem sentir prazer em flertar com o perigo. O Linkin Park é uma delas e nunca escondeu isso. Depois de se transformar em uma espécie de bastião da nova música pesada lá na vira do século, o grupo americano conseguiu se firmar ao longo dos anos e, mesmo que não tenha conseguido atrair fãs mais conservadores para seu lado, ao menos adquiriu respeito o suficiente para figurar em eventos repleto de bandas ditas “clássicas” sem correr o risco de ser expulsa do palco. Em outras palavras, o Linkin Park adquiriu o mais pleno RESPEITO.

Porém eis que o grupo lança agora em 2017 seu sétimo trabalho de estúdio, One More Light, disco que deixou até mesmo os fãs da banda com uma pulga atrás da orelha antes da exibição do trabalho ao vivo. Teria Mike Shinoda e Chester Bennington mergulhado no pop de tal forma que todo respaldo adquirido no passado poderia ser jogado de forma definitiva no lixo?

Mesmo que tudo indique esse caminho, a resposta é não. One More Light com certeza é o trabalho mais acessível da carreira do grupo americano e é composto de faixas de gosto bem questionável, mas também passa longe de significar a última pá de cal na credibilidade da banda. Contando com participações como a de Kiiara, vocalista conhecida da cena pop eletrônica, o disco deixou fãs de cabelo em pé logo nas faixas Good Goodbye e Heavy, essa última com a participação da vocalista. E acredite, são essas as duas melhores do disco.

Sim, One More Light é tão pop que irrita. Irrita porque parece soar fora da casinha até mesmo para uma banda que se consolidou de forma definitiva dentro do mainstream. E ainda que sua faixa inicial, Nobody Can Save Me, provoque calafrios pela superficialidade, ao vivo o Linkin Park ainda consegue soar representativo o suficiente para dar mais peso para músicas que com certeza não deixarão saudade a nenhum fã.

Ao longo de suas dez faixas, com exceção de seus dois primeiros singles, o que já é um espanto, ainda se salvam faixas como Talking to Myself e Sharp Edges, mas isso em nada influencia no ar de frustração de faixas como Sorry for Now e Halfway Right, dois verdadeiros erros na carreira do Linkin Park.

Produzido “em casa”, com Brad Delson e Mike Shinoda dirigindo a máquina americana, o sétimo registro do Linkin Park soa muito mais como uma realização de seus integrantes. E só deles. E ouvir o resultado de One More Light ao vivo antes da experiência em disco acaba sendo uma experiência extremamente válida e de alívio por parte dos fãs. Lançado depois da passagem da banda pelo Brasil, onde encabeçou o gigante Maximus Festival, o que ficou claro é que o repertório da banda ainda soa bastante uniforme ao vivo, algo que não se vê nos CDs.

Disco onde fica difícil defender o caminho escolhido pela banda, One More Light não deixará saudades. Melhor assim.

A música passa por aqui.

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