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Parov Stelar - The Burning Spider

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Talvez você não reconheça pelo nome, mas Parov Stelar, pseudônimo do produtor austríaco Marcus Füreder já está na sua mente há tempos. Basta lembrar da propaganda marcante da empresa de telefone TIM, em específico aquela onde um show de sapateado em vários cenários frente a uma base de jazz remixada dá o tom perfeito para uma campanha dinâmica e eficiente.

Pois bem, aquela música se chama All night e Parov Stelar é mestre nesse tipo de coisa, misturar suas batidas eletrônicas com ritmos como jazz, blues e qualquer coisa que for possível. E acredite, fica muito bom!

Com mais de uma dezena de álbuns lançados e uma carreira que teve início na virada do século, o produtor austríaco lança seu novo álbum, The Burning Spider, disco que é capaz de dar uma festa ao melhor estilo finesse apresentando uma variação impressionante.

Para se ter ideia, em The Burning Spider Parov Stelar mergulha no blues para apresentar um repertório tão interessante quanto intrigante, pronto para deixar toda uma ala mais purista de cabelos em pé. Afinal, já na faixa-título do disco, Lighnin’ Hopkins, um dos maiores patrimônios da história do blues, tem sua linha vocal caminhando ao lado de batidas eletrônicas em uma harmonia que ainda se repete mais adiante na boa My Man.

Essa “heresia” ainda condiciona Muddy Waters a emprestar sua carrancuda voz a uma canção que flerta não só com o blues, mas com elementos de sou music e variações vocais que acabam funcionando nas mãos do austríaco. É o caso de Soul Fever Blues.

Ainda que seja difícil exprimir em palavras tudo o que é transposto no trabalho de Parov Stelar, o que precisa ficar claro é que não se tratam de remixes caça-níquel tão comuns no mercado, mas de uma construção respeitosa e que em muito lembra o trabalho de franceses como Dimitri from Paris e seu resgate disco na coleção “Playboy Mansion”.

Composto por 12 faixas, o novo álbum de Parov Stelar caminha pela linha tênue do fino e o kitsch, do luxo e do lixo ou do contemplativo e a mais pura diversão, algo que fica claro em Mama Talkin (com um discurso materno ao fundo) enquanto samples de Stuff Smith, lendário violinista americano, dá o tom de uma faixa muito próxima – por exemplo – de All Night, aquela da trilha do comercial da TIM.

E parafraseando o slogan da empresa de telefonia, Parov Stelar mergulha de vez em um repertório sem fronteiras, algo que nem sempre funciona, como em State of the Union, um pop descartável e sem muita função no disco, que volta a embalar em Black Coffee, pontuada pelo trompete de Wingy Manone.

Mesmo que não seja a reinvenção da roda, o trabalho de Parov Stelar é sim admirável. Disco que na teoria mescla o impossível, The Burning Spider vale – ao menos – a audição. O que você vai achar pode até ser influenciado por essa resenha, mas se não for ao menos vai justificar o talento do produtor austríaco.

A música passa por aqui.

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