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DJ Krush - Kiseki

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Em tempos onde a profissão de DJ parece cada vez mais demonizada por parte do público, associar seu nome artístico à atividade de um “Disc Jockey” não é para qualquer um. Para que isso aconteça ou você precisa confiar muito no seu taco ou ter uma larga experiência. No caso do japonês Hideaki Ishi estamos falando de ambas as situações, afinal, para quem se envolveu com a cena trip hop da década de 90, fica difícil não definir DJ Krush como uma verdadeira lenda.

Dono de uma extensa discografia, DJ Krush lança em 2017 seu novo álbum, o denso Kiseki, disco que mergulha – tal qual na década de 90 – dentro de uma sonoridade difícil e repleta de camadas que nem de longe fazem a sua música lembrar um céu azul.

Para quem não tem a menor ideia do que esperar do álbum do japonês, sua sonoridade mescla elementos de hip hop e break beat permeado por camas e camas de instrumentos que se perdem em meio a batidas que podem gerar as mais diversas sensações. Seja da mais completa perplexidade pela beleza de um trabalho à la Massive Attack até a profunda irritação. Tudo depende do gosto do freguês.

Kiseki é um disco sem rosto, sem nomes. Suas faixas anunciam apenas suas colaborações e é só. É assim que o novo trabalho ganha forma. Dito isso, algumas das faixas relacionados por DJ Krush evocam o lado mais sombrio de sua carreira transitando por um hip hop mais agressivo, muitas vezes cantado em japonês, até melodias tão tristes que fariam os integrantes do Massive Attack sorrirem de canto de rosto.

Ex-integrante da Yakuza, DJ Krush conheceu o gueto japonês como poucos e soube buscar suas referências no submundo, retratada em grande parte de seu repertório. Tão incógnito quanto artistas como Aphex Twin, a música do japonês em seu novo álbum deixa marcas, mas não rostos. E é assim do início ao fim, tão sombrio quanto sua história.

Feito para fãs do gênero, o novo trabalho de DJ Krush rompe novamente com fronteiras sem sair do underground que o consagrou. Investindo cada vez mais em uma frieza que parece condizer com o ambiente em que nasceu, parece cada vez mais ausente de emoção, salvo raros momentos.

Talvez isso seja bom, mas até onde?

A música passa por aqui.

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