All for Joomla All for Webmasters

L Lançamentos

Previous Next

Phoenix - Ti Amo

User Rating: 0 / 5

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Pouca gente sabe – ou comenta aos quatro cantos – mas existe um laço íntimo que une o Phoenix à dupla de robôs do Daft Punk.

Caminho que foi separado por detalhes, Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter tinham como companheiro de banda o guitarrista Laurent Brancowitz durante o período que lutavam pelo sucesso da banda Darlin, que depois de uma turnê relativamente fracassada pelo Reino Unido resultou na formação do Daft Punk e do Phoenix, posteriormente.

Tudo isso parece desnecessário, mas conveniente para se compreender Ti Amo, sexto trabalho de estúdio do Phoenix, afinal estamos diante do álbum mais dançante da carreira da banda. E mesmo que o Phoenix nunca tenha feito questão de soar puramente rock and roll, foi com suas guitarras que o sucesso da banda aconteceu e até hoje a coloca como uma das mais celebradas da música francesa – e mundial – nos últimos anos.

Apesar do nome, Ti Amo não explora de forma profunda nenhuma relação com a música latina, longe disso. Feito sobe medida para rodar as pistas mundo afora, o disco tem um início praticamente arrebatador para quem gosta dessa fusão entre o rock/pop e elementos eletrônicos, especialmente para quem capta nas batidas a força da French Touch, principal movimento eletrônico da música francesa.

As três primeiras faixas do disco, J-Boy, Ti Amo e Tuttifrutti, são de longe responsáveis pelo melhor do disco, que a partir de Fior Di Latte parece embarcar em um lado mais contemplativo, menos empolgante que seu início arrebatador.

Ainda que soe superficial em parte de seu repertório, daquele tipo que você não marca de cara a melodia, o som do Phoenix em seu sexto disco se mostra sólido o suficiente para ser melhor que qualquer produção eletrônica, porém muito menos rock que aquele imaginado uma banda de quatro integrantes, o que faz o disco cair consideravelmente de nível.

A letargia com que Ti Amo se desenrola em alguns momentos, como em Goodbye Soleil e Role Model só é superada em faixas como Fleur De Lys e Telefono, essa já a última do disco. Nada que desagrade os fãs da banda, mas para quem é aclamado como headliner de muitos dos festivais realizados pelo mundo, isso acaba não justificando o hype.

Com um disco mezzo dançante mezzo letárgico, a incursão do Phoenix pelas batidas – bem mais – eletrônicas de sua carreira passa longe de um desastre, mas é inegável que tudo lançado antes, com a guitarra de Laurent Brancowitz em primeiro plano é muito mais empolgante... Restando ao público apenas aguardar para saber como isso tudo funcionará ao vivo.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais