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Porcas Borboletas - Momento Íntimo

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São quase vinte anos e “só” quatro álbuns lançados. O último deles o novo Momento Íntimo, disco que – assim como tudo o que a banda fez durante sua carreira – ignora tendências e realiza um trabalho autoral tão potente quanto impossível de rótulos. É rock, você sabe que é, mas também é samba, também é pop. Não é reto, mas torto, muito torto. É 100% Porcas Borboletas.

Composto por 10 faixas e recheado de participações como a de Tulipa Ruiz e Juliana Perdigão, Momento Íntimo é tão intenso que fica difícil definir onde cada participação entra e sai. Tudo vira uma única coisa e impressiona tal como... Frank Zappa.

É preciso ser dito. Existe algo muito “Zappeano” no som do Porcas Borboletas e Momento Íntimo é mais um capítulo que reforça a ausência de paredes ao redor da banda. Seja pela complexidade das músicas, que não podem ser definidas dentro de uma prateleira, como pelo aspecto de escracho próprio que a banda pratica a cada composição, como em Ejaculação Precoce e Cara pra Casar.

Maguila, uma faixa que pode ser mto bem chamada de “faixa-tributo” ao lutador brasileiro, resgata narrações e clama por reconhecimento de um ícone do esporte brasileiro tantas vezes visto com desconfiança. É com ela que o Porcas apresenta seu cartão de visita depois das boas Cara pra Casar e Sou o que Dizem, música que apresenta um trabalho de guitarras que foge de qualquer fórmula para embalar em seu refrão. Tudo é quebrado, exceto a ironia da banda, destilada a cada faixa.

Essa ironia é surge caprichada em Pimbolim e Você mentiu pra mim, destacando o sempre eficiente jogo de palavras que marcou a carreira do Porca, uma espécie de entidade da cena alternativa. Momento Íntimo, faixa-título do disco, é outra que desperta uma reflexão que parece ausente do de toda uma geração musical. Mas o Porca não é dessa, talvez não seja da passada e nem das futuras gerações. É só o Porcas Borboletas.

Para quem nunca ouviu o Porcas Borboletas, pegar na mão seu quatro registro pode gerar um estranhamento pela forma como cada música se desenha, dando a sensação de interromper a linearidade do “início – meio – fim” que marca cada faixa. Tamanha a variação do disco que suas 10 faixas parecem 12, 15... não é um disco, é uma experiência.

Partiu, faixa que encerra Momento Íntimo, é também a mais acessível do álbum, uma balada cheia de ironias onde o ouvinte se questiona com o sentimento de “eles estão rindo de nós ou deles mesmos?”. Quem sabe? Só o Porcas sabe. Por isso se tornaram uma das grandes referências da música nacional dentro de seu universo. E vale a pena fazer parte dele, mesmo que nesse momento você esteja desconfiado de que em algum lugar do mundo a banda esteja rindo dessa resenha. E é exatamente isso que torna o Porcas Borboletas tão bacana.

A música passa por aqui.

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