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Gods & Punks - Into the Dunes of Doom

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Não é novidade que o Brasil viva hoje o seu melhor momento dentro do stoner rock. Abençoados por Black Sabbath e com uma dose de mescalina e modernidade, grupos parecem brotar com uma felicidade única e não há dúvidas de que algo diferente está acontecendo.

Formado no Rio de Janeiro, o grupo Gods & Punks é mais um daqueles exemplos que conseguem a proeza de fazer um som recheado de ecos do passado enquanto caminha totalmente distante da nostalgia, marca registrada do ótimo Into the Dunes of Doom.

Formado por Alexandre Canhetti (vocais), Pedro Canhetti (guitarra solo), Rafael “Psy” Daltro (guitarra base), Danilo Oliveira (baixo) e Arthur Rodrigues (bateria), o grupo segue a cartilha de riffs imortalizada por Tony Iommi, mas acelera a pegada ao melhor estilo de bandas como Budgie e o moderno Monster Magnet, uma fusão precisa que transita entre o rock mais clássico e o heavy metal.

Seguindo a linha pautada do stoner apresentado no EP The Sounds of the Earth, que por si só já surpreendia, o grupo dessa vez faz um trabalho tão completo que fica difícil ouvir o som ambiente após a devastação sonora provocada pelas sete faixas de Into the Dunes of Doom.

Com uma capa lindíssima, ao melhor estilo da ficção de Frank Herbert, Duna, o Gods & Punks se inspira no deserto e na psicodelia para fazer de Dunes of Doom, faixa que abre o disco, o seu cartão de visitas perfeito para quem não tem ideia do que vai encontrar no disco. Apresentando uma sonoridade que explora diversas texturas e elementos de rock progressivo, o grupo carioca deixa logo de lado a estrutura típica de uma música tão palatável. São longos solos com o baixo alto e passagens que repentinamente desabam na próxima faixa, no caso “sabbática“ Civilization.

Construído com a estrutura de um disco conceitual, Into the Dunes of Doom não dá respiro. A sensação de que a areia parece cada vez mais te cobrir ao som de riffs tão poderosos não será só impressão já na épica Rise from the Sand, um dos pontos altos do disco e responsável pela sua primeira catarse.

A sequência com a rápida Signs of Life e a instrumental Mushroom Cloud dão novamente a ideia de quem quer novamente atingir o ponto alto por novos caminhos. E é esse o grande trunfo de um trabalho que revela dentro de si novos e novos caminhos.

Esse novo ápice acontece já em Subatomic Wormhole, seguramente a melhor faixa da banda no álbum. Arrastada, tem tudo o que uma banda de stoner rock precisa para louvar suas raízes e ter sua assinatura. Com a calma necessária para preparar o terreno para cada riff, abre as portas para The Encounter, uma viagem de quase 25 minutos que resume bem a temática de Into the Dunes of Doom, tanto na parte lírica como sonora, dando números finais ao disco.

Foram sete músicas, mas poderiam ser dez, quinze. Por isso não se engane com a quantidade de faixas, tal qual com a miragem de um oásis no deserto. Eu seu primeiro álbum cheio, tudo parece tão bem amarrado em Into the Dunes of Doom, que ele se despede proporcionando sensações e alucinações de um deserto onde tudo pode acontecer. Um trabalho impactante e que coroa a dedicação de um grupo que tem tudo para puxar a fila na prolífica cena de stoner rock florescida no Brasil.

A música passa por aqui.

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