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Alice in Chains - Rainier Fog

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Um disco do Alice in Chains em 2018 é certamente um dos paradoxos mais surreais do mundo da música. Devemos olhar Jerry Cantrell e essa turma de Seattle como uma “ex-banda em atividade” ou um “grupo que se renovou e soa moderno e relevante em 2018”? A julgar por seu sexto lançamento de inéditas, Rainier Fog, a segunda opção é muito mais plausível.

Produzido pelo papa do rock contemporâneo, Nick Raskulinecz, que assina trabalhos de gente como Velvet Revolver, Halestorm, Foo Fighters e Ghost, Rainier Fog simboliza a maturidade do Alice in Chains a partir da presença do vocalista William DuVall no grupo. Extremamente superior a The Devil Put Dinosaurs Here, lançado há cinco anos, o disco reforça a relevância de Jerry Cantrell e mostra que a banda ainda tem muita, muita lenha pra queimar.

Desde o início, com a ótima The One You Know, se tem a percepção de que não é com qualquer disco que estamos lidando. Do andamento cadenciado e pesado tão marcante do grunge até o estrondoso refrão entoado por Cantrell e DuVall , tudo se encaixa relembrando em segundos os bons momentos da banda nos anos 90.

Sem a pretensão de reviver sua trajetória épica no auge do movimento, o Alice in Chains hoje revitaliza suas fórmulas já consagradas, o que inclui muito peso e um flerte seguro com o pop de faixas consagradas dos álbuns Facelift (1990) e Dirt (1992). Entenda-se, praticamente todo o repertório de Rainier Fog tem potencial para tocar no rádio, mas nenhuma delas parece ter sido feita exatamente para isso. Com exceção de faixas mais pesadas e barulhentas como So Far Under, por exemplo, fica impossível não imaginar as grudentas Fly e Maybe não figurando nas melhores do dia dentro do chart diário de qualquer rádio rock mundo afora.

Distante de ser tão perfeito como qualquer fã gostaria, claro que em alguns momentos o novo trabalho do Alice in Chains peca pela nostalgia, especialmente no caso das letárgicas Drone e Deaf Ears Blind Eyes, um percalço facilmente superado pela sequência de um disco bastante empolgado, especialmente em sua reta final.

Never Fade, que consegue aliar bem a equação velocidade e peso, e a melancólica All I Am, já em ritmo de fim de festa, dão números finais a um disco bastante empolgante. Mesmo mostrando-se atual, é nítida que a identidade do Alice in Chains não se perde ao longo de todo seu repertório. Jerry Cantrell soube andar nessa linha tênue e, como qualquer grande ídolo, vai gerar reações diversas em torno de seu estilo de produção, mas é nítido que conforme o passar do tempo, o guitarrista/vocalista e mostra como um dos mais completos músicos da cena grunge.

E voltando à pergunta lançada no início dessa resenha, SIM, estamos diante de um “grupo que se renovou e soa moderno e relevante em 2018”.

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