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Santana - In Search Of Mona Lisa

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Desde que estourou para o grande (e bota grande nisso) público com Supernatural, em 1999, Santana parece viver um processo de resgate de sua obra disposto a recuperar a magia de álbuns como Abraxas (1970) e Santana III (1971) a qualquer custo.

Mesmo que sua música nunca tenha perdido um padrão absurdo de qualidade, é inegável que os efeitos da tríade formada pelos álbuns Supernatural, Shaman e All That I Am, todos repletos de colaborações de artistas do mundo pop, descaracterizaram de alguma forma seu trabalho, chegando ao ponto do próprio guitarrista ser confundindo com alguns dos seus convidados.

Desde então Santana voltou a ser o Santana de antigamente. Topou um reunião com a formação clássica da banda e lançou bons álbuns, claro, sem o holofote de outrora, mas com o vigor de sempre. O de um artista que sempre esteve a frente de seu tempo e mergulhando cada vez mais em uma musicalidade quase transcendental, tal qual acontece nesse início de ano com o lançamento do EP In Search of Mona Lisa.

EP In Search of Mona Lisa é composto por três músicas, uma delas, Do You Remember Me, com quase dez minutos (também disponibilizada em uma versão menor para as rádios, que dificilmente vão tocá-la em algum momento), além da faixa-título, In Search Of Mona Lisa, e a belíssima Lovers From Another Time.

Com duração de pouco mais de vinte minutos, o novo projeto do guitarrista americano não chega a recuperar a magia dos anos 60 e 70, mas chega perto, bem perto disso. Estão lá os solos extremamente bem desenhados que tanto marcaram sua carreira, além de uma latinidade que o tornou tão emblemático no mundo da música.

De andamento cadenciado, Santana recupera em seu EP especialmente a serenidade de seus álbuns clássicos. Parece pouco, mas soa corajoso em pleno 2019 ver alguém se arriscar dessa forma, dado que seus discos de maior sucesso comercial nesse século caminhavam para uma superficialidade bem “mais do mesmo”, que tanto marcou a música pop contemporânea.

Distante da ideia de se tornar coadjuvante de seus convidados, Santana é o dono de um jogo onde decide para qual lado do campo a bola rola. E mesmo que em três faixas possa soar tão completo, fica a sensação de “quero mais” para um disco no mesmo nível em um futuro próximo.

Se não está de volta aos anos 70 no EP In Search of Mona Lisa, dá pra cravar com certeza que já conseguiu “regredir” ao menos até o início dos anos 80. E em tratando-se de Santana isso já é motivo para celebrar.

A música passa por aqui.

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