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Primal Scream - Chaosmosis

Banda que um dia foi chamada de “grande discípula dos Rolling Stones”, o Primal Scream sempre gozou de um prestígio que o fez compensar até mesmo algumas falhas na carreira.

Dono do clássico Screamadelica, disco lançado em 1992 e que até hoje embala a noite da cena alternativa, a banda do vocalista Bobby Gillespie nunca teve medo de ousar em seus álbuns, o que novamente acontece no ótimo Chaosmosis, seu 11º disco de inéditas.

Diferente da influência de soul e blues, Chaosmosis apresenta um Primal Scream extremamente dançante, se aproximando de nomes como Duran Duran e Dandy Warhols em boa parte de seu repertório. Produzido por Bobby e Andrew, ambos integrantes da banda, além do sueco Björn Yttling, o novo lançamento dos ingleses consegue acertar na medida entre sintetizadores e guitarras, realizando um grande álbum.

Trippin' on Your Love, faixa que abre o disco, dá bem o recado do que está por vir, apresentando um ritmo mais intenso que no último álbum do grupo, o fraco More Light (2013). Mas é com a sequência arrebatadora de (Feeling Like A) Demon Again, a melhor do disco, I Can Change e 100% or Nothing que fica claro o acerto da banda ao investir em um trabalho tão ousado.

Ainda que soe bastante dançante, Chaosmosis lembra em várias faixas os bons momentos do barulhento XTRMNTR, lançado na virada do século. Essa intensidade faz com que cada faixa se apresente de forma intensa e direta, tão qual um autêntico disco de rock.

Dono de faixas intimistas que fizeram história em sua carreira, o Primal Scream não abandona esse lado em seu novo lançamento, mas a proposta soa bem mais experimental. Bom exemplo disso é a densa Private Wars e Where the Light Gets In, responsáveis pelo momento de “descanso” do disco, que ainda traz as boas Golden Rope e Autumn in Paradise para encerrar um trabalho que faz jus ao legado já construído da banda.

Muito antes de seu lançamento, o vocalista Bobby Gillespie já havia adiantado que o público poderia conferir um disco bastante diferente, mas provavelmente não nessa direção. Considerada uma banda sobrevivente a vários movimentos que emergiram e desapareceram nos últimos anos, o Primal Scream parecia apontar cada vez mais para um som que o distanciasse dessa cena mais dançante, mas ao contrário disso mergulhou de cabeça trazendo consigo todos ingredientes que o consagraram.

Chaosmosis merece a audição de quem sempre foi fã da banda e de quem ainda se pergunta se o rock é para as danças de pista. Com um de seus discos mais intensos, o Primal Scream responde essa pergunta dizendo “sim, ele é, e ele não precisa deixar de ser rock”.

A música passa por aqui.

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