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Elton John - Wonderful Crazy Night

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Com uma carreira com tantos hits (e quando falamos tantos hits, estamos falando de um artista capaz de realizar shows de 3 ou 4 horas com faixas que foram singles de sucesso), fica até difícil imaginar o que esperar de um novo disco de alguém como Elton John.

Até por esse motivo, se arriscar no pop atual não é uma tarefa que acabe valendo a pena para um artista acostumado a ver singles nas paradas e disposto a realizar parcerias com nomes do pop (Lady Gaga que o diga) e suas principais influências, caso de Leon Russell, com quem lançou o ótimo The Union em 2010.

Wonderful Crazy Tonight, novo disco de Elton, segue essa linha de pensamento. Não se trata de um disco com motivações comerciais em tempos de vacas magras da indústria fonográfica, mas caso fosse necessário teria material suficiente para tocar em rádios pop, assim como nas já mumificadas rádios de classic rock. Produzido por T Bone Burnett, o disco traz dez faixas com o que de melhor existe no pop rock mundial.

Outro fator interessante em Wonderful Crazy Tonight é a formação da banda que tocou no disco. É a primeira aparição do percussionista Ray Cooper desde o bom Made in England (1995). Além disso Kim Bullard substitui Guy Babylon nos teclados e o baixista Matt Bissonette assume o lugar que era de Bob Birch.

Com um disco rápido e certeiro, Elton apresenta sem rodeios quais motivos motivos o colocaram como um dos grandes nomes da história do rock. Em um disco ausente de longos solos, faixas como In The Name Of You e Claw Hammer são o surpreendente cartão de visita para quem esperava o hitmaker da década de 90.

As baladas, tão marcantes ao longo de sua história, surgem com uma dose de simplicidade pontuando um repertório que foca principalmente sua fase rock. Ainda assim, se torna difícil ignorar a beleza de A Good Heart, um dos pontos mais altos do disco.

Guilty Pleasure, faixa das mais intensas do disco, é outra que merece destaque em um repertório sólido e até certo ponto agressivo para quem imaginava a figura de um artista em fim de carreira tocando Candle in the Wind.

Wonderful Crazy Tonight dificilmente figurará entre os grandes lançamentos do ano, mas merece destaque por diversos motivos. O grande problema para que isso aconteça é o fato de criarmos em nossa mente a figura de um artista que se tornou unânime em todo o mundo, o que torna difícil criar expectativa em um trabalho que acabará passando em branco frente ao pop atual.

Com uma precisão que só a experiência e o talento são capazes de proporcionar a um músico, Elton mostra que a grandeza de seu nome ainda se faz relevante. Sem se apoiar no passado constrói um disco que, talvez não agora, mas um dia servirá de referência para o que realmente é pop rock.

A música passa por aqui.

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