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Underworld - Barbara Barbara, We Face A Shining Future

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Um dos pilares da música eletrônica da década de 90, o Underworld nunca teve a relevância de nomes como Chemical Brothers ou Daft Punk, mas também não ficou longe disso. Hoje composto por Karl Hyde e Rick Smith, o duo nunca teve a estabilidade de seus conterrâneos, mas emplacou hits capazes de atravessar décadas como Born Slippy e Cowgirl, sempre servindo de referência para a cena.

Seu novo álbum, Barbara Barbara, We Face A Shining Future, mostra que o tempo também foi cruel com o Underworld. Com sets que sempre transitaram entre a fronteira do Breakbeat e o Techno, o duo hoje se perde entre a linha tênue daquilo que pode ser ouvido ou dançado, deixando uma interrogação ao fim das sete longas faixas do álbum.

I Exhale, primeira faixa do disco, é uma verdadeira aula de produção. Com as batidas pesadas que sempre marcaram suas produções, a dupla intercala vocais que carregam ecos de seus principais hits no passado, mas não embala com a precisão necessária. If Rah, uma das mais experimentais do álbum, é outra que peca por aquele mínimo detalhe para funcionar nas pistas de todo o mundo.

Não se trata de um disco ruim, aliás, longe disso. Barbara Barbara, We Face A Shining Future está anos-luz a frente da grande maioria dos discos que compõem hoje a chamada cena EDM, mas soa contemplativo demais. Você não se imagina dançando nenhuma das faixas ou batendo o pé enquanto acompanha o ritmo da música.

Sem um álbum de inéditas desde o irregular Barking, lançado em 2010, o Underworld parece estar procurando seu lugar no mundo após seis anos. E seis anos quando falamos de música eletrônica significa muita, mas muita coisa...

Em sua segunda metade, o novo álbum do Underworld não chega a perder o rumo, mas pouco acrescenta em relação ao conceito apresentado durante sua trinca inicial. Santiago Cuatro e Motorhome chegam a lembrar a inspiração de discos como A Hundred Days Off, lançado em 2002, mas não empolgam.

A cerebral Ova Nova é outra que poderia muito bem dar o tom do disco, porém basta chegar ao fim do último lançamento da dupla, com Nylon Strung, para perceber que não era exatamente isso que se esperava de um nome tão forte da música eletrônica.

Talvez seja exatamente esse o problema de Barbara Barbara, We Face A Shining Future. Não se trata de música para dançar, mas simplesmente de música produzida de forma eletrônica. Procurando seu lugar na cena, o Underworld tende a continuar muito melhor nas pistas do que em estúdio, uma tendência em DJs e produtores que atravessaram a última década., vide o Chemical Brothers.

E esse é um caminho deve ficar claro para quem ouve o novo álbum da dupla. A qualidade está lá, mas talvez estejamos tão condicionados a achar que música eletrônica foi feita para dançar, que esquecemos a riqueza em meio de a tantos elementos como se vê no disco, o que não arranha o legado do Underworld.

A música passa por aqui.

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