All for Joomla All for Webmasters

L Lançamentos

Previous Next

The Cult - Hidden City

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Uma das bandas mais injustiçadas da história do rock, o The Cult sempre alternou bons e maus momentos como reflexo da personalidade forte de seu vocalista, Ian Astbury. Apoiado pelo sempre excelente Billy Duffy, a banda americana alcançou destaque ainda na década de 80 com álbuns como Love (1985) e Electric (1987), gabaritando-se como uma das grandes bandas da geração.

Dono de riffs cortantes e um visual soturno, o The Cult ganhou a simpatia de um público voltado à cultura gótica e acabou se tornando referência no gênero dentro de um processo natural. Absorvendo influências de post rock em seu trabalho, caminhou muito mais próxima de uma cena frequentada por fãs de Siouxsie & the Banshees do que de Iron Maiden, gerando controvérsias sobre seu estilo.

Com mudanças em seu line up, o The Cult acabou perdendo relevância na década de 90 e passou por curtos períodos de hiato mesmo após a virada do século, quando lançou o bom Beyond Good and Evil (2001), um dos discos mais pesados de sua carreira.

Instável como seu vocalista, chegou a lançar bons discos como Born into This (2007) e Choice of Weapon (2012), mas sem a euforia de outrora. Hoje estabilizado, o grupo parece ter se encontrado novamente em Hidden City, disco que sintetiza bem a fórmula da banda e chega como um dos bons lançamentos de 2016.

Produzido pelo renomado Bob Rock (Metallica, Motley Crue e Aerosmith), Hidden City é tudo o que um fã do Cult espera na vida. Peso, letras ácidas e pouca oscilação. Composto por 12 faixas, sendo ¼ delas boas baladas, o disco consegue apontar por toda história do Cult sem se perder no caminho.

Primeiro single do disco, Dark Energy é o cartão de visitas que já havia causado boa repercussão ainda em 2015, quando foi lançado. Amparado pelas boas No Love Lost e Dance the Night, o início do disco é plenamente arrebatador. Afiado como sempre, Billy Duffy prova mais uma vez que a história do rock devia ter sido mais justa com seu talento empunhando a simbólica Gretsch White Falcon.

Primeira balada do disco Birds Of Paradise é a antítese do peso apresentado no início do disco, assim como Hinterland, lembrando o real motivo do Cult ser tão adorado entre o público gótico. Essa amálgama que constitui a essência do the Cult é novamente apresentada com boa G O A T e a arrastada Deeply Ordered Chaos, que praticamente marcam a fase intermediária do disco.

O que se vê dali em diante é justamente a inversão de estrutura da primeira metade do disco. Pontuado por belas baladas, Lilies especialmente, o disco não perde o rumo e apresenta boas e pesadas faixas como Avalanche of Light e Sound and Fury, encerrando de forma digna.

Basicamente construído como um autêntico disco de rock, o Cult só causa estranheza pela forma como conduz seus momentos mais intimistas. Com a “pecha” de banda gótica sob suas costas, fica difícil para o público mais conservador de rock se desligar da atmosfera soturna desse tipo de música. Mas ainda assim Hidden City deve agradar a ambos os públicos por deixar claro que a banda americana caminha com segurança em ambos territórios, realizando um excelente trabalho em seu novo álbum.

Disco que marca a fase mais estável de sua formação e, principalmente, de seu vocalista, Hidden City chega em um momento onde o Cult se faz mais do que necessário, afinal, em tempos de morosidade no rock, alguém com um som tão visceral é sempre mais do que bem-vindo.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais