All for Joomla All for Webmasters

L Lançamentos

Previous Next

Manu Katché - The scOpe

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Dizem que americanos consideram world music tudo aquilo que não é feito em seu país ou no Reino Unido. Dito isso, pensar nesse tipo de música vai, literalmente, de um extremo a outro do globo, o que passa por diversos ritmos e culturas completamente diferentes. Parece algo improvável de definição, mas basta apenas pensar em um artista, Manu Katché, baterista francês que coleciona em seu currículo um verdadeiro mundo da música, talvez até um universo, e lança agora seu novo álbum, o espetacular The scOpe.

Pense na versatilidade de um artista que atuou no álbum So, de Peter Gabriel, aquele de Sledgehammer, sabe? Tocou com Herbie Hancock, Jeff Beck, Al Di Meola, Tears for Fears, Eurythmics, Simple Minds, Dire Straits, Jan Garbarek, Manu Chao, Loreena McKennitt, Youssou N'Dour, Robbie Robertson e Joe Satriani, entre muitos outros... Não cabe um mundo, mas o universo inteiro dentro da obra de Manu Katché.

Seu novo álbum é exatamente isso, uma reunião da qualidade de todos os artistas com quem já trabalhou, mas dirigido minuciosamente por suas mãos. Do pop ao jazz, do soul ao hip hop, o novo disco de Manu Katché é emocionante do início ao fim e o une ao hall de artistas como Robert Glasper, formando uma legião do primeiro escalão capaz de fazer da música o mesmo que o Mickey fazia no filme Fantasia, clássica animação da Disney.

Com diversas colaborações, como a do soulman senegalês Faada Freddy, na lindíssima Vice, e a do jovem rapper francês Jazzy Bazz, na descolada Paris me manque, o disco dá o que cada artista quer, a zona de conforto. Trabalhando como um grande cérebro, o desafio cabe exclusivamente a Manu Katché, que se envolve a cada universo, se desafiando a cada faixa.

De cara, com a grooveada Keep Connection, o disco já mostra que a música não tem nenhuma fronteira quando se tem ousadia. São ritmos étnicos fundidos a um funk que cumpre o propósito tão buscado pelo baterista, que é de fazer as pessoas dançarem. Glow e Please Do, outras que servem bem de contraponto, poderiam ser base de uma música de Sade tanto quanto base para um trip hop do Massive Attack, mas traz vocais dobrados ao melhor estilo Erikah Badu. É autêntico e tão vivo que funciona como um verdadeiro conector entre duas realidades, a de Manu e a de quem ele desejar.

Mesmo em momentos intimistas, o que marca The scOpe é capacidade de soar tão diferente entre suas dez faixas. É tudo tão intenso e cheio de unidade que é como se todos os continentes de repente fossem um. E a world music deixasse de ser somente músicas de lugares distantes. Mais que um disco, o novo trabalho do baterista francês prega essa unidade. Um disco essencial em tempos onde fronteiras querem dividir uma música que nunca teve fronteiras.

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais