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Steve Angello - Wild Youth

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Uma das três partes do grupo de maior sucesso comercial dentro do universo da música eletrônica, a Swedish House Mafia, Steve Angello já gozava de um prestígio acima da média para um DJ muito antes de unir forças ao lado de Axwell e Sebastian Ingrosso.

Sucesso em qualquer festa ao redor do globo, trabalhou em faixas que se tornaram hit em todo o planeta como o remix de Sweet Dreams, do Eurithymics, e sucessos de David Guetta, Will.I.Am e Taio Cruz. Dono de uma identidade musical muito bem fundamentada, sempre transitou por vertentes como o Electro House, o Progressive e o Techno, tudo com uma pitada pop que logo se tornaria sua marca com o super trio sueco.

Passado mais de 13 anos desde seu único lançamento em CD, Tracks, de 2003, Steve Angello resolveu colocar a carreira nos eixos com o lançamento de Wild Youth, disco que compila suas recentes faixas de destaque em um trabalho que comprova sua qualidade como produtor.

Hoje dono de um selo, a Size Records, faltava a Steve Angello mostrar ao mundo que a ressaca pop da Swedish House Mafia não havia tirado seu trabalho do rumo. Para isso voltou às raízes para mostrar o quanto seu trabalho serviu de base para uma geração acostumada às grandes arenas.

Para Wild Youth, o produtor sueco conseguiu transformar em uma embalagem acessível um trabalho rico musicalmente, que parece soar como um oásis no deserto durante um período em que a bolha da EDM parece prestar a estourar.

Apostando em um formato mais tradicional desde seu início, faixas como Rebel Nation e Children of the Wild surgem amparadas por linhas vocais que se tornaram essenciais para a música eletrônica nos últimos anos, mas dessa vez com uma base mais trabalhada, ainda que de forma imperceptível para o ouvinte de primeira viagem.

Porém a mudança de rumo não demora a acontecer em Dirty Youth. Com pouco menos de 3 minutos, Tiger serve de introdução para faixas que não deixam dúvida sobre a capacidade do DJ sueco. Com a sequência Last Dance, Wasted Love, a poderosíssima Stockholm Skies e Revolution, melhor faixa do disco, Steve Angello abusa das variações em faixas que pouco ultrapassam os 5 minutos. Mesmo baseadas em linhas vocais, se torna impossível ignorar o poder que as bases criadas pelo sueco, que se sobressaem em uma crescente que segue até o fim de seu mais recente trabalho.

Ainda há espaço para boas faixas como The Ocean, uma das poucas com vocais femininos, e Someone Else, além da parceria com o grupo australiano The Presets, em Remember.

Com cara de álbum e não somente de uma compilação aleatória para fãs, Steve Angello faz de Dirty Youth um disco que merece ser ouvido com atenção. Recheado de transições que tem tudo para funcionar em grandes arenas, o disco apresenta faixas que na ausência de vocais parecem ganhar ainda mais força para clubs de todo mundo, espaço onde o DJ construiu sua história.

Mostrando que ainda há vida para a EDM, Steve Angello indica um caminho a ser seguido para que a vertente musical de maior destaque na atualidade não se perca nas curvas da estrada, algo improvável para um artista que sabe como poucos construir um trabalho palatável e de qualidade.

A música passa por aqui.

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