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The High Llamas - Here Come The Rattling Trees

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Grupo inglês formado há mais de 25 anos, o High Llamas pode ser explicado como uma versão alternativa ao soft jazz do Steely Dan. Liderado pelo guitarrista irlandês Sean O’Hagan, ex-integrante da banda Microdisney, o grupo lançou em 2016 seu 12º álbum, Here Come the Rattling Trees, mostrando viver uma realidade à parte da atual música pop inglesa.

Notável por abusar das jams certeiras em melodias agridoces, o High Llamas sempre pareceu fazer música triste para um dia de sol. Minimalista, a música da banda inglesa apresenta xilofones e elementos percussivos ao melhor estilo Belle and Sebastian, mas notavelmente mais próximo do universo jazzístico, o que sempre o distanciou da chamada música mainstream. Mas nem por isso a música do High Llamas é difícil, aliás, muito pelo contrário, ainda que em seu novo lançamento o ouvinte seja obrigado a ouvir o álbum por completo para que possa fazer sentido.

Here Come the Rattling Trees é uma verdadeira colcha de retalhos. Formado por 16 faixas que se estruturam como uma única música, o novo disco do High Llamas só funciona por completo e parece exigir uma dose extra de concentração para ganhar forma.

Sua primeira música, intencional ou não, consome praticamente 1/3 do álbum até que sua faixa-título ganhe forma. São registros de no máximo 2m30 que apresentam mudanças de tempo que não condizem com a duração de seus títulos, atravessando faixas em meio a solos e sussurros de seu vocalista.

Intencional, ou não, Here Come the Rattling Trees desconstrói o conceito tradicional de álbum e parece propor um certo desprezo com a sua estrutura. Com faixas que normalmente se interligam pelo título, fica difícil ao ouvinte associar o que ouve ao que se vê no tracklist. E é exatamente isso que torna o disco interessante.

Seja por sequências como Bramble Underscore e Bramble Black ou Mona Underscore – Slow Down Mona e Mona’s Song, o disco dificilmente se perde desde que ouvido na sequência.

Distante do formato de singles de álbuns Santa Barbara e Hawaii, alguns dos primeiros do grupo, o High Llamas parece não ter perdido a mão tantos anos depois. Desafiadora, a banda inglesa propõe uma nova direção em sua música onde consegue desconstruir um formato em prol de um conjunto. Com títulos abstratos e extensos, vale a pena colocar o álbum no som, apertar o play e esquecer do que se trata, dessa forma o resultado será mais do que animador.

Fora do circuito das grandes bandas, o High Llamas tem, incrivelmente, uma coletânea lançada no Brasil, lugar que pode ser o ponto de partida para compreender sua música. Já seu novo álbum merece um cuidado maior, ainda que seu intuito não seja exatamente chocar, mas resgatar um conceito que aos poucos vem se afastando do grande público.

A música passa por aqui.

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