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Desert Crows - Age of Despair

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Mais que 90%, 95% do que faz um disco de rock ser bom vem da vontade de seus integrantes. Foi assim, suando sangue, que tanto nomes fizeram história. Imagine Angus Young sem aquele semblante de possuído no palco ou então Tony Iommi sem aquela gana de buscar cada vez mais peso nas suas músicas... pois então, muito mais do que técnica, a vontade sempre foi ponto fundamental na história do rock e é exatamente o que se vê em Age of Despair, álbum de estreia do Desert Crows.

Formado em Goiânia por Vitor Mercez (guitarra e vocal), Raul Martins (baixo) e Pedro Nascimento (bateria), o Desert Crows adentra o mundo da música com uma vontade assustadora. Tem um pé no punk e outro no heavy metal, mas passa longe dos clichês, soa moderno e dá forma ao tão versátil stoner rock que já consagrou tantas bandas nesse cenário. Em um disco que abusa dos – certeiros – riffs, a sensação que se tem é de que a maturidade chegou para a banda logo de cara, tamanha intensidade do disco.

Com uma dose cavalar de profissionalismo, o Desert Crows soa maduro o suficiente para assustar logo de cara, com a faixa inicial do disco que leva o nome do grupo. Daí para frente é seguir com o carro na pista e abusar das distorções que fizeram de grupos como o Kyuss e Fu Manchu, nos anos 90, referências do stoner rock. Loose Me é um bom exemplo da quantidade de acertos que o disco tem e tem tudo para ganhar ainda mais força ao vivo, assim como Skin, uma das mais pesadas e cadenciadas do disco. Acredite, Tony Iommi se orgulharia da introdução dessa música.

Todo cantado em inglês, a sensação que se tem é a de que Age of Despair foi produzido pelo menos 30 anos antes de seu lançamento e dentro do turbilhão grunge que remodelou o rock naquela época. E ainda que dê um leve respiro em Sweet Liar Love, o disco de estreia do Desert Crows é marcado pelo mais intenso caos sonoro. Urgente e barulhento como esse tipo de música pede.

Com uma capa impressionante e disponibilizado em todas as plataformas, Age of Despair é uma pedida certeira para quem busca uma banda pronta, que sabe bem a hora de soar madura e cheia de vitalidade.

Born in Blood e Thoughts, já na reta final do disco, são faixas que deixam aquela pulga ao pé de orelha em relação ao formato do grupo. Com um apenas uma guitarra, impressiona como tudo se encorpa, em como o baixo ocupa o papel de uma segunda guitarra, além do fato do Desert Crows ter como vocalista um dos músicos da banda. Não é um trabalho fácil e isso conta muito a favor da banda.

Mais uma daquelas gratas surpresas que só o Stoner Rock conseguiu proporcionar ao rock em 2019, o Desert Crows é uma banda pronta. Com um disco de estreia bem produzido e faixas que não cansam em nenhum momento, apresenta uma maturidade de quem parece ter vindo para ficar. O público agradece.

A música passa por aqui.

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