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Digitalism - Mirage

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Duo formado por Jens "Jence" Moelle  e İsmail "Isi" Tüfekçi, o duo Digitalism nasceu pouco depois da virada do século em Hamburgo, na Alemanha. Na esteira do boom do movimento conhecido como disco punk, a dupla botou o mundo pra dançar com o lançamento de Idealism (2007), disco que nasceu amparado por uma avalanche de hits lançados nos anos anteriores.

Na crista da onda, era figura certa nos grandes festivais mundo afora e curtiu esse bom momento até o fim da década, quando um novo turbilhão de novidades surgiu na cena eletrônica. Não a toa, o disco punk do Digitalism acabou caindo no ostracismo. Nem mesmo o lançamento de I Love You Dude em 2011 foi capaz de salvar o grupo, que acabou desaparecendo dos charts e esquecido pelo grande público.

Eis que em 2016 o Digitalism está de volta com Mirage, disco que pretende colocar o duo de volta nas pistas. Composto por 15 faixas, o disco parece dar um salto para uma década atrás e pouco surpreende em seu lançamento.

Mirage não chega a ser um disco ruim, mas pouco acrescenta ao já não tão inspirador repertório do grupo. Abastecendo-se da mesma fórmula de uma década atrás, o som parece deslocado desde seu início, com a faixa Arena.

Mesmo com tudo jogando contra, o novo lançamento do Digitalism consegue surpreender. Engatando boas faixas, Mirage ganha consistência e empolga com uma sequência que funciona mesmo com aquele ar de nostalgia da primeira década desse século. Destaque para a trinca Battlecry, Destination Breakdown e Open Waters, ponto mais alto do disco.

Encerrasse ali e poderíamos dizer que o Digitalism havia conseguido um retorno triunfal à medida em que dava relevância a um movimento que pouco acrescentou à cena na época. Porém a segunda metade do disco parece mostrar que o disco punk realmente ficou no passado, mergulhando em uma letargia crônica, como se tratasse de um projeto experimental e não do mesmo disco.

Mergulhando em um som atmosférico a partir de sua faixa-título, Mirage mostra que em sua primeira metade queima todos os seus cartuchos. Nem mesmo as boas produções de faixas como Dynamo e Shangri-La são capazes de colocar o disco no eixo, que investe em faixas longas e sem nenhum apelo dançante. O fim, como não poderia deixar de ser mediante essa situação, acaba ofuscando até mesmo os melhores momentos do disco, que não é de todo mal.

Em seu retorno, o Digitalism não faz feio, mas com um final tão letárgico compromete um disco que por alguns minutos nos faz sentir saudade dos idos de 2007, 2008... o que nos leva a pensar se o movimento que um dia ficou conhecido como disco punk realmente foi tão relevante como pensávamos na época.

A música passa por aqui.

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