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De Phazz - Private

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Seu nome é Pit Baumgartner, mas o mundo aprendeu a conhecê-lo como De Phazz. Alemão, construiu sua história no mundo da música ao sintetizar dentro de uma roupagem eletrônica elementos de soul, música latina, jazz e trip hop, naquilo que hoje é considerado simplesmente lounge music.

Com mais de uma dezena de álbuns lançados, De Phazz construiu uma sólida carreira que lhe deu a oportunidade de experimentar cada vez mais no seu som, que por sua vez, cada vez mais refinado, conseguiu ser elegante o suficiente para levá-lo aos lugares mais elegantes do planeta.

Com essa sofisticação e uma formação que se tornou praticamente definitiva, Pit Baumgartner hoje conduz o legado do De Phazz ao lado de Barbara Lahr, Karl Frierson e Pat Appleton, com quem lança em 2016 o álbum Private.

Mas diferente de todos seus álbuns anteriores, Private é seguramente o lançamento mais frustrante de um produtor que parece não se fazer presente dentro do próprio trabalho. Acostumado a levar sua lounge music a um nível tão sofisticado, De Phazz parece ter esquecido o quanto é fundamental que seu olhar se sobressaia frente a uma música que fora de seu ambiente acaba soando letárgica demais.

Entenda-se, Private não é um álbum ruim, mas o tom intimista é tamanho que fica difícil imaginar que seja um trabalho de um produtor capaz de transformar o mais sutil jazz em uma música vibrante e até certo ponto dançante. Ainda assim, o novo registro do produtor alemão acerta a mão nas ótimas The Mambo Craze e Astrud Astro nette, até porque ambas bebem de ritmos que por sua natureza soam mais contagiantes.

Dotado de uma certa letargia durante a maior parte do tempo, nem mesmo a beleza de faixas como Cut the Jazz, No Jive e My Society salvam um trabalho marcado pela ausência de elementos eletrônicos. Isso seria a glória para um público mais purista, mas não no caso de De Phazz, consagrado justamente por transportar essa música para um novo ambiente.

Mesmo derrapando em seu novo álbum, essa direção mais “jazzy” do produtor alemão só ressalta o quanto o gênero vem passando por uma transformação nos últimos anos. Esse período de inércia na longe music é algo que  já vinha se refletindo em coletâneas como Café del Mar e Hotel Costés, que parecem ter perdido a mão há pelo menos cinco anos.

Oriundo de uma cena que prima pela sofisticação, De Phazz ainda segue com um dos maiores representantes da chamada lounge music, porém coloca em xeque um vasto legado caso opte por dirigir sua música a um campo tão ausente de elementos eletrônicos. Mesmo que falte sua mão nesse álbum, o respeito por seu trabalho está lá e isso ainda o faz relevante para uma cena que a cada ano parece flertar com a superficialidade perigosamente.

A música passa por aqui.

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