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Suede - Night Thoughts

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Uma das bandas inglesas mais interessantes da década de 90, o Suede soube como poucos manter sua dignidade no mundo da música ao longo de mais de vinte anos. Nem mesmo a pausa de pouco mais de uma década foi capaz de ofuscar o talento do vocalista e compositor Brett Anderson, que mesmo após se aventurar com o projeto The Tears ao lado do parceiro Bernard Buttler, trouxe de volta à ativa o Suede e novamente revive seus melhores momentos.

Sem Butler e agora ao lado do guitarrista Richard Oakes, Brett Anderson é alma de uma banda que construiu em sua música um misto de euforia e melancolia que define bem a essência de seu público, hoje formado por uma geração que há tempos ultrapassou seus 30 anos.

Depois de Bloodsports, disco que acabou passando despercebido da grande mídia, mas que foi responsável pela primeira passagem do grupo ao Brasil, o Suede volta a entrar no eixo com Night Thoughts, seu sétimo álbum de estúdio.

Produzido por Ed Buller, responsável por trabalhos ao lado de bandas como Pulp e Slowdive, além do próprio Suede, Night Thoughts, poderia muito bem ter sido divulgado como uma gravação perdida da década de 90, tamanha fidelidade às guitarras e atmosfera criadas em um disco que se aproxima de um dos maiores clássicos da banda, o ótimo Dog Man Star (1994).

Executado em uma única tacada, alinhando o encerramento de cada faixa com o início da outra, Night Thoughts segue a estrutura dos áureos tempos de Suede, jogando um caminhão de distorções em suas faixas iniciais, especialmente nas ótimas Outsiders e No Tomorrow, para depois mergulhar em baladas densas onde a bateria e a guitarra da banda servem de pano de fundo para a chorosa voz de Brett Anderson, como em Pale Snow e a longa I Don't Know How to Reach You.

O que se vê a partir disso é uma alternância de ritmos muito bem elaborada pela banda inglesa. Sem se exceder em baladas como Tightrope e Learning to Be, o Suede evoca o lado mais obscuro de um álbum que parece ter nascido das noites mal dormidas de seu vocalista. O contraponto disso aparece em faixas como What I'm Trying to Tell You e Like Kids, seguramente as mais expressivas da segunda metade do disco, que ganha um ar muito mais contemplativo.

Mesmo sem solos ou faixas extensas, o que seria um sonho para a música pop, fica nítido que o Suede não é uma banda fácil. Em seu sétimo registro, o grupo inglês segue abusando de faixas arrastadas e de rara beleza enquanto a voz de seu bandleader parece se deitar por entre as microfonias de Richard Oakes, não se preocupando em mudar a direção em busca de um novo público.

Para aqueles que tiveram a chance de dançar ou admirar a fase áurea da banda, Night Thoughts segue à risca o dicionário criado anos atrás, quando chocou o mundo em seu álbum de estreia. Já para quem pegou o bonde andando e deu de cara com o novo lançamento do grupo, acredite, você está diante de um álbum que mostra como envelhecer como dignidade.

A música passa por aqui.

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