All for Joomla All for Webmasters

L Lançamentos

Previous Next

Panic! At the Disco - Death of a Bachelor

Star InactiveStar InactiveStar InactiveStar InactiveStar Inactive
 

Existem bandas que “pagam pelo que não fizeram” no mundo da música e os americanos do Panic! At The Disco é um deles. Assim como durante o boom do new metal (hoje chamado de nu metal) após a virada do século, o emocore também acabou se tornando uma vertente em ascensão nesse período, alimentando a ira do público mais conservador de rock.

Nessa época bastava alguém gritar um pouco mais alto que uma banda era emo ou new metal para que o conceito de “não ouvi e não gostei” vingasse e fizesse com que a rejeição de vários nomes fosse cada vez mais crescente. Não a toa, bandas como o próprio Korn e Slipknot encararam essa desconfiança e hoje participam de qualquer festival de heavy metal com aval dos headbangers.

No caso do emocore uma das “vítimas” acabou sendo o Panic! At the Disco, banda liderada pelo vocalista Brendon Urie. Responsável pelo hit I Write Sins Not Tragedies, o vocalista conquistou o público jovem com letras certeiras, videoclipes coloridos e repletos de personagens. Bastou apenas um pouco de maquiagem em seu primeiro videoclipe e logo a banda americana já encararia a rejeição do público conservador, acusada de ser uma das responsáveis por uma exagerada “morte” do rock na época.

Nessa época bandas como My Chemical Romance, Good Charlotte, além do próprio Panic! At the Disco, eram obrigados a encarar reações mais extremas como objetos jogados ao palco e vaias desnecessárias, mas ainda assim conseguiram arrebatar um público que sempre acompanhou a banda. Vale lembrar que durante a turnê no Brasil, quando se apresentou no festival Maquinaria, foi comovente a presença do público diante de uma chuva torrencial enquanto a banda esteve no palco.

Hoje sem o alarde de outrora, o Panic! At the Disco seguiu o caminho das bandas de sua época e acabou perdendo integrantes enquanto lançava álbuns irregulares, que acabaram mantendo-o distante dos holofotes à medida em que somente o vocalista Brendon Urie sobrasse no line up do grupo.

Responsável por carregar o nome da banda, o vocalista se juntou a Jake Sinclair para a produção de Death of a Bachelor, disco que marca o retorno de um dos vários fenômenos pop pós-2000.

Composto por 11 faixas que dificilmente ultrapassam 4 minutos, o Panic! At the Disco corre pelo caminho que já conhece. Estão lá as frases declamadas de Urie, os refrãos explosivos e letras que consagraram o grupo, tudo isso sem solos ou a pretensão de mudar de direção, afinal, qual seria a necessidade disso?

O lançamento de Death of a Bachelor soa interessante justamente para mostrar àqueles que um dia os acusaram de “matar” o rock que nada mais era do que uma banda fazendo pop para adolescentes.

Primeiro single do disco, Emperor's New Clothes carrega aquela pitada básica de hip hop nos vocais acompanhada de teclados e o sempre marcante vocal de Urie, uma fórmula que se repete por todo álbum. Com letras que tendem a ganhar força ao vivo, o novo álbum do Panic! At the Disco traz bons momentos com sua faixa de abertura, Victorious, e as boas LA Devotee e House Of Memories, mas é com Golden Days que Death of a Bachelor atinge seu ápice, sendo essa uma das faixas mais explosivas da carreira do grupo, que já tem 4 álbuns lançados.

Ao fim de sua audição, o novo álbum do Panic! At the Disco acaba fazendo justiça a algo que se tornou a cruz da banda em seu início de carreira. Mais do que qualquer movimento específico, o som do grupo americano sempre foi um simples pop rock que acertou em cheio a geração mais nova da época.

Livre para buscar elementos de outras vertentes como o hip hop ou a música eletrônica, o Panic! At the Disco conseguiu envelhecer sem perder grande parte de sua base de fãs, o que já é um trunfo em tempos atuais.

Atualmente em turnê de divulgação de Death of a Bachelor, tem acompanhado o lendário ícone da música alternativa Weezer, o que nos leva a uma pergunta chave: seria o Panic! At the Disco uma banda que adentrou o underground ou o Weezer que hoje se tornou uma banda pop? E maior que tudo, por que isso importa?

A música passa por aqui.

Email:

contato@revistasom.com.br

Fone:

11 98022.7441

Mídias Sociais