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Jake Bugg - On My One

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Diz o ditado popular que “a expectativa é a mãe da m*”, o que talvez seja uma das coisas mais verdadeiras da vida de um ser humano. No caso de alguns artistas essa máxima se aplica de forma categórica, caso do inglês Jake Bugg, que lança em 2016 seu terceiro disco, On My One

Dono de um potente disco de estreia, lançado em 2012, Jake surgiu com um rock visceral em meio a uma cena repleta de teclados. Emplacou hits, mostrou personalidade e agradou até mesmo àqueles que já julgavam o menino rock and roll como morto. Um ano depois de seu curto disco de estreia, repetiu a fórmula no razoável Shangri La, disco que pouco acrescentou após seu disco de estreia, mas que foi responsável por consolidá-lo como um nome em ascensão nos últimos anos e gerando expectativas por seu terceiro trabalho.

Depois de trabalhar com Rick Rubin em Shangri La, Jake optou por Jacknife Lee para dar mais um passo na carreira. Responsável por grandes nomes do mainstream como U2, The Cars, R.E.M., Robbie Williams e Snow Patrol, o produtor tinha a missão de fazer com que o jovem inglês desse um passo a frente na carreira, mas não foi bem isso que aconteceu.

On My One tem onze faixas e segue a tônica dos dois primeiros discos de Jake Bugg. São faixas que evidenciam a voz e guitarra do inglês em curtos espaços de tempo e parecem ter a missão de transmitir uma mensagem rápida, mas não consegue.

De sua faixa-título até o fim do disco, com a razoável Hold on You, o que se vê no é uma ausência de ambição que passa a incomodar em certo momento. Não se trata de qualidade musical, afinal, são faixas q contam com boa produção e atitude de um jovem músico, mas que pouco dizem. E é exatamente isso que se espera de Jake Bugg, que diga algo.

Gimme the Love, ainda no início de On My One, acerta no riff e é uma das melhores do disco, mas logo se vê que a garantia de um possível hit é o lugar onde Jake parece buscar jogar a âncora e permanecer, sem mostrar uma evolução ao longo de seu tracklist.

Em dado momento, ali por onde Put Out the Fire e Never Wanna Dance surgem, o que se percebe é que o tempo passou e nada aconteceu. Dono de uma personalidade forte que foi capaz de lhe fazer rebater críticas sobre seu comportamento nos palcos, Jake parece ignorar tudo isso.

Com pouco mais de meia hora e faixas que pouco acrescentam, caso das fracas Ain't No Rhyme e All That e a sensação que se tem é de que não valeu a pena chegar até ali. Em especial pelo fato de que parece que já vimos tudo o que Jake Bugg poderia oferecer. 

Disco que prometia ser definitivo para a carreira do jovem guitarrista, On My One é apenas mais um entre muitos e acaba se tornando dispensável. Com um potencial tão grande, Jake Bugg parece ter se tornado uma barreira intransponível, difícil de ser moldada. E nesse momento é que o jovem artista precisa perceber que nem sempre ter personalidade forte significa ignorar os conselhos dos mais velhos...

A música passa por aqui.

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