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John Illsley - Long Shadows

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Um dos guitarristas mais celebrados na história do rock, não é novidade que o Mark Knopfler sempre foi o considerado o patrimônio maior da história do Dire Straits. Responsável por solos que foram imortalizados ao longo de uma história de seis ótimos álbuns com a banda inglesa, o vocalista resolveu seguir em frente e cada vez mais ignorar o passado que o consagrou.

Dono de uma carreira solo invejável, o eterno líder do Dire Straits nunca escondeu seu apreço pela música americana nas quase duas décadas que sucederam o encerramento das atividades do grupo, em 1995. Esse mergulho acabou se tornando uma viagem frustrante para os fãs mais conservadores da banda, que nunca deu sinais de retorno ou de resgate de seu trabalho.

Banda que passou por inúmeras mudanças de line up, o Dire Straits teve dois integrantes que estiveram em suas fileiras ao longo de sua história. O primeiro deles foi Mark e o outro John Illsley, baixista da banda fundada em 1977. Hoje com 66 anos, John desenvolveu uma carreira solo que pouco interesse despertou aos fãs da banda, mas que em pleno 2016 parece ser a última pedra que faltava para saciar uma história que sempre deixou o público com gosto de “quero mais”. 

E eis que ao lado do guitarrista Simon Johnson (Lana Del Rey e James Morrison) e Guy Fletcher, além de suas filhas Jess e Dee Dee, responsáveis pelos backing vocals do disco, o ex-baixista do Dire Straits lança em 2016 seu sexto trabalho solo, o ótimo Long Shadows, que ao mais desatento ouvinte pode soar até como um álbum perdido da banda inglesa.

São pouco mais de meia hora de disco em 8 faixas que dificilmente ultrapassam quatro minutos. Ainda assim, a satisfação com Long Shadows ultrapassa a barreira de seu repertório, evocando os melhores momentos do grupo em solos pontuais – e até quase emulados – do guitarrista Simon Johnson. Completo com o vocal sussurrado de John, faixas como Close To The Edge e Comes Around Again poderiam muito bem estar presentes em qualquer álbum da banda, tamanha semelhança com o repertório lançado no passado.

Sem ultrapassar a linha que delimita a nostalgia do oportunismo, John Illsley acerta em baladas e faixas que em lembram bastante o último lançamento de sua ex-banda, On Every Street, lançado já na década de 90.

Boas faixas como Morning, responsável por abrir o disco, e Ship Of Fools, se fundem em um disco homogêneo e que cumpre bem o seu papel ao revitalizar a sonoridade de uma banda que hoje se faz ainda bastante necessária no mundo da música. Sem apostar na velocidade, fica claro o papel de John em uma banda que parecia servir de base para um guitarrista virtuoso e que hoje se distancia da imagem construída durante a década de 80.

Não esperar muito do novo trabalho solo de John Illsley é o segredo para sair plenamente satisfeito. Curtindo sua aposentadoria do mundo do rock através de pequenas incursões, o baixista acerta em cheio com material próprio e prova seu valor aos fãs, que se focaram somente na carreira de Mark Knopfler, hoje cada vez mais adepto do folk e da música country.

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