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Bombay Groovy - Dandy do Dendê

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Prepara-se para mergulhar em um liquidificador. Junte suas melhores influências e aumente o volume para uma viagem sem precedentes. Dessa forma pode ser definido o segundo álbum do Bombay Groove, que lançou em 2016 o ótimo Dandy do Dendê, disco que leva a música da banda a um novo patamar e confirma que algo psicodélico vem acontecendo no rock nacional... bem psicodélico.

Formado por Rodrigo Bourganos (sitar), Daniel Costa (baixo), Leo Costa (bateria) e Jimmy Pappon (órgão Hammond), o Bombay Groove investe em uma sonoridade que definiu os anos 60 e 70, mas que nas mãos do grupo paulista foge da nostalgia pela intensidade com que é executada desde sua primeira faixa, Slip Disc ’72. Basta imaginar uma versão turbinada de um encontro entre Ravi Shankar e Led Zeppelin. Pronto, está dada a largada para Dandy do Dendê.

Pavão Andaluz, que ganhou um clipe bastante criativos, bebe principalmente das influências de flamenco a mostra que as cartas empunhadas pelo Bombay Groove vão muito além do que se imagina....

Essa é a tônica de Dandy do Dendê. Construído a partir de melodias complexas, o disco parece ganhar forma à medida em que cada faixa é executada, como se um quebra-cabeça fosse se encaixando. E cada peça parece ter um peso diferente na formação da imagem. Chakal, faixa que caminha na esteira de Pavão Andaluz, reforça as influências espanholas e abre caminho para Bolero de Lilith, seguramente a mais sessentista do disco.

Amparado pela indefectível sonoridade de um órgão hammond, o som do Bombay groove ganha uma densidade assustadora, especialmente quando bebe do blues, caso de Moksha Blues, ponto mais alto de um disco que não se repete durante toda as suas 12 faixas.

Fruto do selo Instrumentown, Dandy do Dendê dá brilho a uma sonoridade que se marcou nos últimos anos pelo uso de sintetizadores e efeitos que praticamente pasteurizaram sua existência. E em faixas como a grooveada Kebab à Pigalle percebe-se como o grupo paulista é um oásis orgânico em meio a um deserto de superficialidade.

Forte candidato a um dos melhores lançamentos de 2016, o álbum do Bombay Groove se junta a uma trupe que ignorou os caminhos do pop para fazer o que acredita. Hellbenders, Almirante Shiva, Rapha Moraes... tudo é imeditado, tudo é intenso, mas cada um ajustado a uma realidade distante uma da outra. E é justamente por isso que cada música funciona como uma obra completa. A extensa Pre-Raphaelite Brotherhood define bem essa situação.

Bem produzido, o disco funciona ainda melhor quando cada acorde ganha uma caixa de som, mas mesmo em fones de ouvido dá seu recado com eficiência. E não se assuste se alguém passar por perto e achar que você está ouvindo algum lado B de artistas como Led Zeppelin ou Santana, o som do Bombay Groove é algo novo e autêntico, elemento que a música brasileira mais precisa nesse momento.

A música passa por aqui.

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