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Tycho – Epoch

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Tycho é uma banda, mas uma banda que tem uma única mente, Scott Hansen. Formado em 2002, conquistou a crítica com uma sonoridade que reuniu em seus primeiros trabalhos elementos de IDM, downtempo e post-rock ao melhor estilo de artistas como Bonobo e DJ Shadow.

Porém, diferente dos nomes citados como influência direta do americano Scott Hansen, o Tycho é significativamente mais orgânico, a ponto de levar um quinteto para os palcos e apresentar um trabalho que se aproxima muito mais do universo criado por bandas como Explosions in the Sky do que de produtores que se firmaram como a geração de vanguarda da música eletrônica.

Dito isso, ouvir um trabalho do Tycho é como encarar uma estrada com roteiro bem definido. O esquema de warm up, o aumento dos BPMs até um clímax que logo se dissolve em um trabalho excessivamente experimental. Seu quarto trabalho, Epoch, segue à risca a fórmula e não decepciona, superando – inclusive – ao bom Awake, disco de 2014 que colocou Scott como uma das maiores forças de uma vertente bastante segmentada.

Com um trabalho que cresce durante toda a sua extensão, o que se vê em Epoch é um registro conceitual muito bem elaborado e que vai ganhando forma gradualmente. Sua trinca inicial com Glider, Horizon e Slack apresentam uma elevação uniforme e constante, que logo atinge seu ápice em uma faixa-título que certamente é um de seus melhores trabalhos até hoje.

Embalado pela faixa Epoch, o disco ganha forma como uma montanha-russa de texturas e batidas que cada vez mais conduzem o ouvinte para os melhores momentos da IDM. Tudo isso ainda embalado pelas boas Division e Source, responsáveis por assegurar a melhor fase do disco.

Feito isso, a desaceleração de Epoch impressiona. Proporcionando uma introspecção quase arrebatadora, faixas como Local e Continuum apresentam um outro momento do disco, uma outra direção que se encerra lentamente na lindíssima Field.

Não se trata de emoção, mas de sensações. Epoch não foi feito para dizer algo específico, mas para proporcionar uma experiência. Ouvido do início ao fim, o disco faz pleno sentido sem tentar dialogar com seu ouvinte, tudo isso com um aspecto orgânico visível e que tem tudo para ganhar ainda mais força ao vivo.

Trabalho inspirado de Scott Hansen, o quatro álbum do Tycho comprova a boa fase de uma música que vem ganhando espaço nos festivais ao longo dos últimos anos, justamente por dar ao tão questionado universo da música eletrônica um pouco de humanidade.

Não ouça Epoch, apenas sinta. A proposta é essa diante da ótima construção do disco e não é necessário mais que isso para ser um grande álbum.

A música passa por aqui.

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