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Flávio Renegado - Outono Selvagem

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Já faz tempo que o hip hop não é só hip hop. Do ritmo marginalizado no fim da década de 80 até se tornar maior influência da música pop pós-virada do século, a única coisa que nunca mudou foi sua essência. Sempre questionadora, mesmo com a maior visibilidade do público e a interferência de novos ritmos, o gênero conseguiu se tornar heterogêneo e hoje cada artista tem sua própria identidade e se destaca pelas mais diferentes formas.

Flávio Renegado, mineiro e fã do Clube da Esquina, é um desses gratificantes exemplos que comprovam como o hip hop se tornou uma música para os mais diversos públicos. É rock, é MPB, é reggae, é samba... é música! Seu novo álbum, Outono Selvagem, comprova sua paixão pelos mais diversos ritmos dentro de uma embalagem que vai muito além do hip hop.

Com participação de nomes influentes como Samuel Rosa, do Skank, e do sambista Diogo Nogueira, Flávio dispara 14 faixas que abordam temas sociais e um clima intimista, sempre explorando uma musicalidade de alto nível, mas que sempre tendo como fio condutor sua voz.

Black Star, faixa que abre o disco e tem a participação especial do cantor, compositor e multiinstrumentista Sérgio Pererê, dá o recado. Não é só um disco de hip hop. Da intensidade da faixa-título até o reggae de Rotina, outra que apresenta uma colaboração de peso, com Samuel Rosa, o disco de Flávio caminha como um pacote de singles que vão dando forma em um extenso disco.

Faixa mais intimista do disco, Corda Bamba é também a faixa com maior potencial radiofônico, assim como Maldita, que tem colaboração de Diogo Nogueira, mas o ponto alto do disco logo chega com Sobre Peixes, Flores e Você, de longe a mais inspirada do disco com um groove que mostra a riqueza musical de Flávio Renegado. Essa tônica surge novamente em Particularidades, outro bom momento do disco

O social dá o recado em Pra Que? e Pão e Circo, faixas que têm tudo para agradar a um público mais conservador. Público esse que pode até arrancar os cabelos em faixas como Luxo Só, bem distante do estereótipo tradicional do hip hop, onde flerta perigosamente com o pop.

Outro convidado do disco, Alexandre Carlo, vocalista do Natiruts, rende a boa Além do Mal, que coloca Outono Selvagem em sua reta final, reservando ainda as boas Colibri, O Pássaro do Tempo e Redenção no caminho de um disco que só parece nos alertar que é um disco de hip hop quando Só Mais um Dia é executada.

Assim como foi dito no início dessa resenha e por várias vezes em seu decorrer, definitivamente não é só um disco de hip hop. Com um disco maduro e repleto de variações, Flávio Renegado consegue dar seu renegado e experimenta (e acerta na maioria das vezes) em mostrar não só sua música, mas suas influências em um disco sólido e repleto de bons momentos. Reflexo dos tempos, o hip hop se faz hoje mais do que necessário e Outono Selvagem é um caminho para se transmitir muito mais do que uma única mensagem.

A música passa por aqui.

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