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Pedro Pastoriz - Projeções

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Projeções, primeiro trabalho solo de Pedro Pastoriz, vocalista da banda Apache e Os Apaches, é um disco solo, mas podia ser muito bem uma trilha sonora da cidade de São Paulo. Não exatamente da cidade, mas de seu admirador.

Nesse esquema de “desligue a chavinha” e comece do zero, Projeções é um disco que funciona por sua sonoridade mezzo vintage mezzo contemporânea, ignorando todos os formatos que construíram a história dos Apaches em seus três discos lançados.

Elaborado em um esquema de “contação de histórias”, Pedro narra causos, perspectivas e constrói a sua São Paulo. Essa sensação já se faz presente em Restaurante Lótus, faixa que abre o disco, e Experiência Religiosa.

Primeiro single do disco, a faixa título Projeção é seguramente uma das melhores do álbum. Com bom trabalho de backing vocals, dá uma nova roupagem para o disco, que traz referências que vão da new wave ao rock sessentista de Lovin’ Spoonful, especialmente na ótima Revelações.

Essa estrutura onde Pedro caminha como personagem principal de uma narrativa é o grande trunfo de Projeções. Mesmo apresentando uma versatilidade agradável a cada faixa executada, o disco se pauta na composição de seu bandleader, especialmente nas psicodélicas Quadrados, Padrões, etc e 0800 Previsões, que marcam um novo momento no disco.

Em sua segunda metade a veia mais roqueira de Pedro se aflora. Tambor é certamente o registro que mais parece buscar elementos de new wave e empolga. Essa tônica se repete ainda em Solta o Bicho, já no fim do disco. Nesse meio tempo há um espectro de psicodelia que permeia – inclusive –   interpretações de Pedro.

O final, com Assovio, dá números finais a um disco que prima pela ousadia e até pela despretensão de ser fiel a uma sonoridade. Exatamente por isso a definição citada no início da resenha de “trilha sonora” de uma São Paulo de Pedro Pastoriz.

O caos, o improvável e a beleza de um ambiente que o cerca servem de inspiração da mesma forma que um dia o sérvio Suba conseguiu condensar em faixas que praticamente definiram a estética da cidade (N.E.: no álbum São Paulo Confessions). Em muitos aspectos o trabalho de Pedro lembra essa incursão por um universo que o cerca, ou melhor... que nos cerca.

Nome promissor da (não tão) nova safra da música brasileira, Pedro conseguiu separar bem sua carreira solo da imagem construída com Os Apaches e abre definitivamente uma estrada para sua já inventiva carreira. Em um disco que acima de tudo prima pela diversão, o vocalista conta de tudo e das mais variadas formas. Mais São Paulo que isso impossível!

A música passa por aqui.

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