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Lost Frequencies - Less Is More

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Sabe esses discos que você pega para ouvir pronto para falar mal? Pois bem, considere aí o fato da EDM não viver seus melhores momentos, o DJ em questão ter realizado um set questionável durante a edição 2016 do Tomorrowland e pronto, você se enche de argumentos para encontrar defeitos, algo que não acontece em Less Is More, disco de estreia de Lost Frequencies.

Antes de tudo, que fique claro que o trabalho de Felix De Laet, o nome por trás do pseudônimo de Lost Frequencies, não faz a EDM propriamente dita, mas uma variação do deep house que vem sendo definido como Tropical House devido às referencias de dancehall, ainda que as mesmas pouco sejam sentidas em Less Is More.

Ao melhor estilo “apanhado de singles do último ano”, o trabalho de estreia do DJ belga agrada pela solidez com que cada música disponibilizada dá forma ao disco, composto por 15 faixas. What is Love, primeiro single lançado e que nada tem a ver com o clássico da década de 90, embala um disco que já de cara apresenta a boa All or Nothing, um deep house clássico em ritmo de warm up.

Sem se alongar nas introduções e na extensão das faixas, logo o ouvinte fã do gênero é fisgado pela ótima Beautiful Life, que vem sendo trabalhada ao redor do mundo e ponto alto da carreira do jovem DJ belga. Abusando dos vocais, como na razoável Sky Is The Limit e até em Reality, o álbum de estreia de Lost Frequencies consegue o mais importante, não deixar de ser lembrado como um disco de deep house.

Ainda que em momentos se enverede perigosamente pelo pop descartável como em Dance With Me, não demora para que o disco retorne ao eixo, caso de In Too Deep e Funky'N Brussels, disparadas as melhores do disco, em especial a última citada. Essa tendência de low BPM se mantém em Dying Bird, dando a tônica de uma tendência que caminha na contramão da ascensão do Techno.

Sem grandes oscilações, o disco segue em uma confortável linha de batidas suaves e vocais sussurrados que tem tudo para agradar aos fãs da fase inicial de Kaskade. Tudo soa orgânico o suficiente para servir de trilha sonora àqueles que estão saindo para a balada ou pegando uma estrada.

As boas Lift Me Up e St. Peter, essa já na reta final do disco, coroam um trabalho que supera todas as expectativas em torno do nome de Lost Frequencies. Talvez pecando apenas pela quantidade de faixas (a lenta Footsteps In The Night poderia facilmente ser descartada do resultado final), o trabalho de um DJ que parecia ter “pouco” a oferecer surpreende e abre caminho para um momento tenso e de transformação na música eletrônica.

Em tempos atuais, ver um DJ lançar um álbum certamente é cer alguém dar um salto no vazio sem saber o que esperar. Talvez por isso Less Is More seja tão agradável. Lançado na hora certa, joga luz sobre uma vertente que vem ganhando força e dá sobrevida a um DJ do qual não parecia existir tantas expectativas.

Dito isso, nesse momento Lost Frequencies se faz necessário à música eletrônica. Ouça Less Is More sem esperar nada além de um bom deep house, o que já é o suficiente para garantir um bom disco.

A música passa por aqui.

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