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Inside Out – A Verdadeira História do Pink Floyd (Autor: Nick Mason)

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Quando pensamos em nomes para introduzir alguém dentro do chamado “mundo do rock”, dificilmente deixamos de lado o Pink Floyd. Sempre ao lado de nomes como Beatles, Rolling Stones e U2, a banda formada em meados da década de 60 sempre acumulou em torno de seu nome uma gama infindável de lendas e cifras que impressionam a qualquer fã de música, mas pouco se sabe sobre todo processo criativo (e judicial) pelo qual já passou em toda a sua história.

Inside Out – A Verdadeira História do Pink Floyd, escrita por nada menos que Nick Mason, o baterista fundador da lendária banda inglesa, foi lançada no Brasil pela editora Escrituras em 2012 e é indispensável para quem sempre se encantou com cada um de seus 15 álbuns.

Composta por quase 500 páginas, a obra joga luz sobre boa parte história cinquentenária do Pink Floyd, onde parte do mito criado em torno de um dos maiores nomes da psicodelia se perde entre processos judiciais e uma sobriedade quase assustadora, mudando de forma substancial o conceito do público em relação ao grupo.

Do início da carreira nos anos 60 até a reunião realizada no Live 8, em 2005, alguns dos principais episódios envolvendo o Pink Floyd são narrados com uma certa dose de parcialidade por Nick Mason. Para isso o baterista faz uso de uma riqueza de detalhes técnicos que por si só já começam a demonstrar o tamanho do profissionalismo da banda, principalmente após a chegada de David Gilmour. Mas o melhor de Inside Out acontece enquanto suas páginas narram as desventuras de Syd Barrett, exatamente porque é nesse período que o Pink Floyd mais se comportou como uma verdadeira banda de rock.

Porém, enquanto parece despejar sobre a cabeça de Syd toda a loucura que envolve o nome do grupo, Nick também se preocupa em mostrar uma face menos evidente da banda inglesa, onde questões envolvendo a divisão de royalties e estruturas para turnês se mostram tão importantes quanto a música, que acaba ficando em segundo plano durante boa parte do livro.

Momentos importantes como a gravação do show em Pompeia ou o mergulho da banda em álbuns como o seminal The Wall revelam que internamente as coisas nunca foram muito fáceis no Pink Floyd, o que torna a biografia até certo ponto melancólica após o sucesso de Dark Side of the Moon.

Com um excesso de detalhes técnicos em boa parte do livro, o fã mais tradicional da banda acaba passando por um processo de resignação ao ver que toda a “loucura do céu de diamantes” dos ingleses sempre teve uma dose severa de controle e profissionalismo, cabendo aos fãs dar forma a todas as maluquices construídas ao longo de sua história e interpretando-as ao seu bel-prazer.

A implosão da banda ocorrida durante a década de 80, que fora iniciada ainda na década de 70 com o álbum We Wish Were Here e acentuada pelo processo de composição dos álbuns The Wall e Final Cut, é narrada com detalhes sórdidos que transformam o baixista Roger Waters em uma espécie de responsável pelo fim do grupo. Nem mesmo a forma serena como se dá a reunião que levou ao palco pela última vez a banda inglesa, no Live 8, ameniza a figura de um homem centralizador e egocêntrico.

Essencial para fãs, Inside Out – A Verdadeira História do Pink Floyd é o registro mais fiel que os fãs terão dos ingleses. Escrita por um ex-integrante com a benção do restante da banda, a obra revela o quão complexa foi a carreira de um grupo que, em nosso imaginário, parecia viver literalmente no mundo da lua. E talvez seja exatamente por esse motivo que o baterista Nick Mason tenha caprichado tanto nos detalhes técnicos, era a hora do público finalmente conhecer o lado obscuro dessa história ou, simplesmente, o outro lado dela visto de fora.

A música passa por aqui.

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