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Voa Baiana, voa!

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Banda que vem sendo considerada um dos maiores furacões da música brasileira nos últimos, o BaianaSystem chega ao Lollapalooza pronto para roubar a cena com uma fusão de ritmos tão grande quanto o caldeirão de influências de seu vocalista, Russo Passapusso.

Eles balançaram milhares de pessoas durante o carnaval em São Paulo, Olinda e no Recife. Agora estão com a faca nos dentes para fazer o mesmo no próximo fim de semana, quando se apresentam durante a edição 2017 do multifacetado Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos.

Formado há menos de uma década, o BaianaSystem tem dois discos lançados, Baianasystem (2010) e Duas Cidades (2016), esse último considerado um dos grandes lançamentos do último ano, além de um EP, Pirata, de 2013. Dentro deles uma fusão intensa de ritmos que vão do rock ao hip-hop, transitam pelo reggae, arrocha, música eletrônica e até o samba de recôncavo. Tudo intenso. Tudo pronto pra sacudir qualquer lugar por onde a banda passar.

Escalado para o dia 25 de março, mesma data em que o punk rock do Rancid e o heavy metal do Metallica dão brilho ao festival, o BaianaSystem chega com moral e vivendo o melhor momento da carreira. E motivos não faltam, já que o grupo se tornou uma das maiores sensações da cena alternativa ao arrebatar um público sedento por novidades à medida em que caminha em paralelo aos grande canais de comunicação.

Essa condição levou a banda de Russo Passapusso a chegar ao festival amparado por apresentações que já podem ser consideradas históricas no carnaval, quando fez um público de milhares de pessoas se transformar em uma massa em erupção capaz de se confundir aos olhos do público como se estivesse diante de headbangers ou foliões. Mas não era metal e muito menos carnaval, era o autêntico som do BaianaSystem.

Amparada por esse sentimento de igualdade e mergulho profundo nos ritmos brasileiros, o grupo baiano chamou a atenção com faixas como Playsom, um de seus principais hits, onde exclama “Há mais de mil decibéis / Virado numa goteira” em uma letra que por si só se torna alheia a qualquer rótulo.

A intensidade das apresentações, que a cada espaço maior parecem agregar mais corpo ao som do grupo, ao longo de sua história conquistou inúmeros nomes como o guitarrista Pepeu Gomes, dos Novos Baianos.

E essa sonoridade peculiar do BaianaSystem também cativou diferentes mídias, caso da Eletronic Arts, responsável pelo desenvolvimento do jogo FIFA 2016. A faixa citada anteriormente, Playsom, é uma das que integram a trilha sonora do jogo e a banda vem conseguindo sintetizar hoje o que de mais esquecido existe na chamada mídia mainstream da música brasileira. Apostando em um mergulho em ritmos como o groove arrastado, o ijexá, kuduro e até a bass music, Duas Cidades vem causando rebuliço comparado ao seminal Afrociberdelia, de Chico Science e a Nação Zumbi, lançado duas décadas atrás.

E  de onde sai tudo isso? De Russo Passapusso? Não. De acordo com uma entrevista do vocalista dada ao jornal “O Globo” para Mariana Filgueiras, a banda é um quebra-cabeça dedicado à arte dançante. Daí a referência de tantos ritmos dentro de um espectro caótico e repleto de groove. O bom trabalho estético do grupo também é fundamental nesse processo, e assim como grandes nomes da história do rock nacional, o BaianaSystem consegue trazer para dentro de seu nau até mesmo quem pouco teve contato com sua música.

Formado hoje por Russo Passapusso, Roberto Barreto, SekoBass e Filipe Cartaxo, o BaianaSystem se acostumou a roubar a cena na mesma proporção em que aproximou o carnaval do rock e os mais diversos ritmos do país para uma esfera pop. Com estrada pela frente é hora do BaianaSystem voar até onde sua intensidade proporcionar. E o próximo capítulo acontece dia 25 de março às 14h15 em Interlagos.

A música passa por aqui.

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