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War Industries: Tudo sob controle

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Quando lançou seu primeiro trabalho, Legend from Turtle Island, o trio War Industries trouxe ao público um verdadeiro pandemônio em forma de música. Com uma intensidade e peso fora do normal, a banda se destacava justamente por ser uma das mais pesadas da frutífera cena de stoner rock que vem proliferando da melhor forma possível pelo país. Os dias passaram e, catalisando novas influências e esbanjando maturidade, o trio formado por Jim Boone, Willian e Carlos Mota lançou em 2018 seu novo e impressionante segundo álbum, WWIII.

E WWIII funciona como uma mensagem implícita de caos pela paz. São críticas à violência e os traumas causados pelo conflito bélico distribuídos em 11 faixas que soam intensas o suficiente para fixar sua ideia central, a de que o confronto nunca vai ser algo benéfico ao homem.

Dessa vez a banda aposta em uma avalanche sonora que faz o ouvinte se questionar em como um trio pode soar tão pesado e versátil. Tudo isso com mais velocidade que seu antecessor, Legend from Turtle Island.

No caso de WWIII, faixas como Blues só mostram como a música da banda soa atual e precisa ao fundir vertentes tão díspares musicalmente como o punk e o blues. São faixas que se amarram sem querer se amarrar, caso da sequência inicial com The fire is the weapon divine e More Casualties, que tem um pé muito bem enfiado no hard setentista e na psicodelia do fim dos anos 60. Repleta de quebras, dá o cartão de visitas até faixas como Liar, um bom fruto da maturidade da banda em seu segundo disco. Aliás, diferente do trabalho de estreia, o que acontece com o War Industries em WWIII é o mérito da banda em flutuar pelo caos com o maior controle possível. Não é maçante, longe disso. Boa parte das faixas funciona como frações de um caos organizado, despejando a mensagem primordial do disco.

Lobotomy, já na segunda metade do álbum, reflete a influência punk incorporada ao trabalho do grupo. O stoner só se faz mais claro e nítido em Don´t Want go Home, mas ainda assim o War Industries parece estar mais perto de um Black Sabbath do que propriamente da psicodelia do Blue Cheer. E essa comparação só engrandece a ousadia de WWIII.

Na reta final o descanso surge com Runnning Again, que abre caminho para No Satan, uma das faixas mais trabalhadas do álbum e que não dispensa em nenhum momento o peso tão marcante do War Industries. Tudo sob controle.

Em um disco bem elaborado e com conceito bem definido, fica claro que o War Industries sabe muito bem onde está e onde quer pisar. Em franca evolução, a banda carioca consegue soar intensa o suficiente sem abandonar a cena em que surgiu. É muito mais que stoner rock, tão mais que em alguns momentos parece até não ser, mas é. Sem nostalgia. Sempre olhando para frente, mas com composições que apresentam bem os problemas do passado.

A música passa por aqui.

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