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Holland Pop Festival - O Woodstock Holandês

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Realizado em 1970 durante o verão europeu, o Holland Pop Festival reuniu 150 mil pessoas em um parque para acompanhar nomes como Pink Floyd, Jefferson Airplane, The Byrds e uma legião de bandas que definiram aquela geração. Livres de quaisquer padrões e ao melhor clima “paz e amor”, o festival ficaria conhecido como o “Woodstock Holandês tendo seus melhores momentos finalmente exibidos quatro décadas depois.

Visto até hoje como um marco na história da música e da própria sociedade europeia, o Holland Pop se tornou importante no mundo da música por diversos motivos.

Considerado o primeiro grande festival ao ar livre realizado na Europa ou por seu line up avassalador, o evento realizado Rotterdam se transformou em um marco zero para uma mudança de comportamento. Ele rompeu a barreira da música e sinalizou um novo rumo para uma geração inspirada no clima “paz em amor” proliferado um ano antes em Nova York, com o Woodstock.

Patrocinado pela Coca Cola e desenhado a partir de um line up que trazia nomes consagrados como Pink Floyd e Santana, além de grupos emergentes como Mungo Jerry e It’s A Beautiful Day e Canned Heat, o Holland Pop foi responsável direto pelo início da política de tolerância zero com a maconha em países como a própria Holanda e a Bélgica.

Com estrutura superior àquela vista um ano antes na cidade de Bethel, nos Estados Unidos, além de um público menor, o Holland Pop foi realizado em um fim de semana chuvoso e que acabou se tornando a cereja do bolo de performances antológicas. Composto por bandas que na virada da década atingiriam o ápice de suas carreiras após um mergulho profundo na psicodelia, caso do Pink Floyd e do Soft Machine, o festival foi um prato cheio para um público desprendido de valores e pronto para viver o sonho hippie durante os três dias de festival.

Lançado em 2013 em CD e DVD pela Gonzo Multimedia, gravadora europeia especializada em rock progressivo e hard rock, Dutch Woodstock captura a essência do festival. Ele apresenta um retrato – às vezes chocante – de uma geração que, no compasso em que vivia, dificilmente poderia ver a cultura europeia se desenvolver da forma que se desenvolveu nos anos seguintes.

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Dividindo seu foco entre as performances das bandas e o comportamento do público, o DVD se torna interessante muito mais pelas reações provocadas do que propriamente os shows. E o ponto mais emblemático ocorre durante a chuva torrencial que acontece durante o show da banda It’s A Beatiful Day, quando uma verdadeira legião de hippies nus tomou conta da pista do shows e um lago que cercava um dos palcos em uma cena quase surreal.

Alternando performances sem se preocupar com a cronologia do festival, o CD/DVD capta em boa qualidade performances de artistas menos conhecidos do grande público como Dr John, Hot-Tuna e o Family, formado pelo vocalista Roger Chapman.

Realizado poucos meses após a tragédia de Altamont, quando um fã acabou sendo assassinado durante um show dos Rolling Stones, o The Kralingen Music Festival (como era chamado originalmente na Holanda o festival) se tornou ainda mais importante por sepultar o sonho hippie na Europa muito antes de qualquer tragédia se desenvolver, como foi nos Estados Unidos.

Conhecido também como Stamping Ground, devido a um documentário lançado um ano depois de sua realização, o Holland Pop conta até hoje com um monumento na mesma região em que foi realizado. A preservação de seu legado serve até hoje como ponto central para histórias e uma nova forma de pensar sobre a relação música e comportamento, principalmente para um país que se tornaria nas décadas seguintes um dos mais importantes no mundo.

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