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Pífanos Caju Pinga Fogo lança uma ode à cultura nordestina

A Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo nasceu de maneira totalmente despretensiosa em 2016 para uma apresentação na Festa Junina do Centro Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí. Os primeiros ensaios foram debaixo do cajueiro ao lado da Rádio Universitária, no campus da UFPI.Daquele momento em diante, começaram a aparecer shows em todos os cantos da cidade e eles não pararam mais de tocar.

Encabeçado por Maguim do Pife, a banda tem como principal influência os grupos tradicionais de Pífano do Nordeste, mas tem na mistura da sua formação, contato com diversos outros sons contemporâneos. Eles lançaram o primeiro disco, “Rosa dos Ventos” em 2019. Com 14 faixas, o trabalho é dedicado a sua madrinha, a Mestra Maria da Inglaterra.Em 2020 lançaram o projeto audiovisual “Sessão Terreiro”, com novas composições em um formato de show

Para o Marthe Sessions, projeto online do Marthe Festival, eles apresentaram as canções inéditas: “Fuxicando” e “Misterioso Macagurú”, somadas a uma versão de “Calango Doido”, do piauiense Assis Bezerra. “Eu já conheço o Assis Bezerra e sua música a muitos anos pois sou muito amigo do filho dele, Pedro Ben, nós tocamos juntos na Alcaçuz. A galera da banda também já conhecia e admirava o Assis. As músicas dele são incríveis e únicas, tem uma beleza melódica e rítmica e a importância histórica marcantes no estado. Quando ouvi a música “Calango Doido” tempos atrás, já imaginei na hora ela sendo tocada em arranjo de Banda de Pífano. As melodias frenéticas da guitarra solando na base rítmica do Xaxado lembram bastante o toque do pífano, as paradinhas, a dinâmica, tudo casa com as Bandas de Pífano. Com uma das propostas do Marthe Sessions era fazermos uma versão de uma banda ou artista piauiense, sugeri que fosse essa música e a banda topou na hora. Nós adoramos o resultado e já entrou pro nosso repertório“, explica Javé Montuchô, percussionista da banda.

“Fuxicando” nasceu em 2016, quando estava começando a sua relação com os instrumentos de sopro e a improvisação, entendendo que sua linha de composição estava ligada aos ritmos brasileiros. Esse arranjo, que passeia por vários desses ritmos tradicionais do nordeste (arrastapé, baião cabaçal, samba matuto), foi feito pela Caju no final de 2019“, comenta Leo Mesquista, compositor da música e um dos pifeiros da banda. “Essa música tem uma dinâmica que envolve mudanças de ritmo, intensidade e quebras de andamento, trazendo uma linguagem mais contemporânea para o som, exigindo concentração dos músicos e ouvidos atentos do público. O fuxico corre solto, ligeiro ou malemolente, com risada, gritaria ou baixinho no pé do ouvido“, complementa o artista.

Macagurú é uma figura do imaginário de Leo Mesquita, criatura da noite, que abre as covas do norte ao sul do Cerrado e só é vista por aqueles que se aproximam do fim da vida. A melodia nasceu de mote dado por mim em 2018, para que em 2020 o Leo viesse a fazer as outras partes e a banda, em conjunto, finalizar o arranjo. Maracatu, ciranda e rabeca“, comenta Maguim do Pife sobre a outra canção inédita do EP.

O projeto audiovisual do Marthe Sessions, foi lançado no final de janeiro no canal do Hominis Canidae no Youtube e já conta com mais de mil e trezentas visualizações orgânicas (Veja aqui). O EP com a participação da Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo, chega nas plataformas de música, em mais um lançamento do selo Hominis Canidae REC em parceria com a banda.

OUÇA O EP DA BANDA CAJU PINGA FOGO NO MARTHE SESSIONS NO SEU STREAM PREFERIDO CLICANDO AQUI

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